CARTA DO COORDENADOR

                                                    


 

CARTA DO COORDENADOR E INSPIRADOR DO MOVIMENTO

 

Prezados amigos e amigas
O Projeto teve origem nas constatações que fiz quer como cidadão comum, como candidato a vereador, admirador do associativismo, dos debates de que tenho participado, aflorando, via de regra, as deficiências políticas do Estado (três níveis), críticas severas sobre o comportamento ético dos nossos representantes ou das desastradas gestões administrativas de que todos somos vítimas. As redes sociais são ricas em críticas ao quadro atual da política brasileira.
 
Para compensar estas constatações há sempre muito interesse público, um desejo de participação, a vontade de contribuir, mas o cidadão comum não encontra guarida nestas intenções, fica revoltado, condena ainda mais o “sistema”, “parece que foi feito para os corruptos, para os incompetentes, para as corporações” me disse um bem articulado participante das Redes Sociais.
 
Acresce o fato de que todos invariavelmente, desdenham os partidos políticos querem distância, há unanimidade de que “é tudo farinha do mesmo saco”. Há outro inconveniente, ninguém sabe ao certo o que são partidos liberais e socialistas. Utilizam-se de expressões inadequadas como “esquerda, direita e centro” formam-se coalisões “fantoches” ou alianças de “cobra d’água com jacaré” socialistas e liberais juntos, o primeiro defendendo as teses marxistas, mais Estado, o segundo as teses liberais, um Estado enxuto e eficiente. Impossível que uma união tão desigual dará certo a não ser para satisfazer o interesse político de grupelhos.
 
De ressaltar que os socialistas são mais preparados intelectualmente, sabem o que querem, leram os manuais marxistas, ao passo que a maioria dos liberais são “despreparados” politicamente, não tem conhecimentos da história, são liberais na política, mas intervencionistas no campo econômico. Deixam-se seduzir pelas empresas estatais, autarquias, fundações, rejeitam as reformas por acreditarem na supressão dos direitos sociais, tem no Estado um imenso “oásis” para livres nomeações.
 
Nem os socialistas, mas sobretudo os liberais têm políticas de gestão pública em que além da redução do Estado se preocupem em dar as estruturas orgânicas um quadro de pessoal permanente onde nomeações políticas seriam banidas da vida pública brasileira.  Via de regra os partidos liberais sentem-se acanhados em defender as teses do livre mercado, do mundo que deu certo. Preferem se acomodar no silêncio, são invariavelmente, contra as privatizações, a favor do modelo patrimonialista de benefícios inclusive o patronal, preferem um Estado balofo. Nem sabem que estão contribuindo para o Brasil Socialista. O Brasil em educação política é uma tragédia.
 
Para contribuir na superação destas limitações o MDV tem como foco a educação política da população em geral, levar o debate às entidades civis da sociedade organizada, debater com os Diretórios acadêmicos, entre outros com vistas a que no futuro os eleitores possam fazer suas escolhas de forma consciente e sem manipulações.
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