DESAFIOS DO PREFEITO TOPÁZIO NETO

Tenho por hábito, ao fazer críticas a gestores públicos, estruturá-las com base nos principais eixos da gestão. Neste texto, concentro-me na atual administração municipal, embora os desafios abordados tenham raízes que remontam, ao menos, à gestão de Ângela Amin (1997–2004).
Nos últimos 20 anos, os problemas urbanos se intensificaram à medida que Florianópolis se consolidou como metrópole — centro de uma Região Metropolitana composta por nove municípios. Essa condição exige um novo modelo de governança, previsto no Estatuto da Metrópole (Lei nº 13.089/2015), que propõe integração entre municípios, Estados e União, com foco no desenvolvimento urbano sustentável.
Diante disso, destaco os principais desafios do prefeito Topázio Neto (e da Região Metropolitana):
- Governança Metropolitana – Um dos grandes desafios é implementar um modelo de gestão compartilhada com os demais municípios da região, como exige o Estatuto da Metrópole. A integração federativa é crucial para lidar com questões que extrapolam os limites territoriais de Floripa.
- Saúde Pública – Topázio foi eleito no primeiro turno graças, em grande parte, ao foco na saúde. Destacam-se a entrega do Multi Hospital do Sul da Ilha e a instalação de aparelho de ressonância magnética, com milhares de atendimentos. Está previsto projeto similar no Norte da Ilha, com maternidade no Sapiens Parque.
- Segurança Pública – A área está sob comando da vice-prefeita Maryanne Mattos, profissional de reconhecida competência. O Carnaval de 2025 teve baixos índices de criminalidade, o que reforça os avanços na gestão da segurança.
- Educação – Após queda no IDEB em gestões anteriores, Topázio contratou Tiago Peixoto, ex-secretário de Educação de Goiás. A nova estratégia prioriza formação continuada de professores e currículos focados em Língua Portuguesa, Matemática e Ciências.
- Desenvolvimento Econômico – Nesta área há dois preciosos projetos que precisam ser compartilhados com a iniciativa privada – o antigo terreno da Rodoviária e o complexo penitenciario da Agronômica. Vale apelar por pressões sobre o Governo do Estado para colocar o Centro de Eventos LHS em andamento. No Centro, na Baia Norte, a população espera pelo Parque Urbano e Marina Beira-Mar, a nossa tão esperada Marina.
- Infraestrutura Urbana – Esse é, talvez, o campo mais desafiador:
- Energia e Comunicações operam de forma estável, com boa cobertura.
- Habitação: cerca de 60 áreas com ocupações precárias exigem políticas habitacionais urgentes.
- Saneamento: Floriapa está entre as capitais com pior cobertura de esgoto. A CASAN não dispõe dos recursos necessários, mas a responsabilidade recai também sobre o município, como poder concedente.
- Defesa Civil: Há avanços, com limpeza de canais e encostas.
- Transporte: O sistema tarifário é caro, pouco integrado e ultrapassado. A adoção da INFRAESTRUTURA com VLT, Teleféricos e transporte marítimo é urgente. Vale destacar projetos em acabamento como a Ponte da Lagoa e as intervenções na SC401.
Apesar dos inúmeros entraves, todos esses problemas têm solução no médio e longo prazo. Os Investidores existem, basta apenas acioná-los. Como costumo dizer, mesmo o melhor sapato de pelica alemã se torna incômodo quando há um grão de areia dentro dele. É esse desconforto diário que o cidadão sente.
DILVO VICENTE TIRLONI PRESIDENTE