A MAIOR MENTIRA SOBRE A VELHICE – ENVELHECER NÃO É DECLÍNIO, É CONQUISTA – COMO O ETARISMO ROUBA SAÚDE E FUTURO – MEDO DE ENVELHECER ESTÁ DESPERDIÇANDO SUA MAIOR VITÓRIA – VELHOS NÃO SÃO FRACOS, FRACA É A CULTURA QUE INSISTE EM TRATÁ-LOS ASSIM
MANTENHA-SE UM LEÃO MESMO DEPOIS DE APOSENTADO.
FIZ O ARTIGO PENSANDO NOS MEUS GRUPOS, TODOS “SOFRENDO” DO ETARISMO DOS 70 ANOS
Envelhecer não é uma força destrutiva. Pelo contrário, é uma conquista da humanidade. Vivemos mais porque a medicina, a ciência e a organização social avançaram. Mesmo assim, insistimos em tratar a velhice como sinônimo de perda, inutilidade e limitação. Esse é o preconceito de idade, também chamado de ETARISMO, e ele afeta não só a forma como a sociedade vê os mais velhos, mas principalmente como as próprias pessoas passam a se enxergar.
Quando alguém acredita que “já está velho demais para aprender”, “velho demais para mudar” ou “velho demais para tentar algo novo”, começa a se limitar sem necessidade. Isso cria um ciclo perigoso, a pessoa reduz suas atividades, perde confiança, diminui seu contato social e acaba confirmando, na prática, um estereótipo que nunca foi verdadeiro. É a chamada profecia autorrealizável.
Pesquisas mostram algo impressionante, pessoas que têm uma visão positiva sobre o envelhecimento vivem, em média, até sete anos e meio a mais do que aquelas que enxergam a velhice como decadência. Além disso, apresentam melhor memória, menor risco de doenças cognitivas e mais disposição física. Ou seja, a forma como pensamos sobre a idade tem impacto direto na nossa saúde e na nossa longevidade.
Outro erro comum é achar que todos os idosos são frágeis e dependentes. A realidade é exatamente o oposto. A maioria vive de forma independente, participa da comunidade, ajuda a família, faz trabalho voluntário e continua produtiva. Apenas uma parcela menor precisa de cuidados intensivos, e isso não define toda uma geração.
O preconceito de idade também é cultural. Ele aparece na linguagem, na mídia, nas piadas e até nas políticas públicas. Quando se fala que o envelhecimento da população é um “problema”, passa-se a ideia de que viver mais é um peso, quando na verdade é uma vitória da civilização. Envelhecer não é fracasso, é sucesso.
Combater esse preconceito começa dentro de cada um. Significa parar de usar a idade como desculpa para desistir. Significa aceitar que o corpo muda, mas a capacidade de aprender, criar, conviver e contribuir permanece. Significa não rotular a si mesmo nem aos outros.
Também é essencial fortalecer a convivência entre gerações. Onde jovens e idosos convivem, o respeito aumenta e os estereótipos diminuem. Em muitas culturas, os mais velhos são vistos como “bibliotecas vivas”, guardiões da experiência e da memória coletiva.
INFORMAÇÃO Relevante:
Segundo o IBGE:
| ANO | 0-14 ANOS | 15-64 ANOS | 65 ANOS+ |
| 1980 | 38,2 | 57,7 | 4,0 |
| 1991 | 34,7 | 60,4 | 4,8 |
| 2000 | 29,6 | 64,5 | 5,9 |
| 2010 | 24,1 | 68,5 | 7,4 |
| 2022 | 19,8 | 69,3 | 10,9 |
FONTE: CENSO DEMOGRAFICO DE 2022/IBGE
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