BRASIL10 — UMA NOVA AGENDA NACIONAL – O BRASIL GASTA DEMAIS — E A CONTA CHEGA PARA TODOS
O grande problema fiscal brasileiro não está simplesmente na falta de receitas. O Brasil arrecada muito; o problema é o Estado gastador, que mantém estruturas caras, superpostas e pouco eficientes. O PLOA (Federal) de 2026 projetou receita total do Governo Central de aproximadamente R$ 3,19 trilhões, equivalente a 26,5% do PIB (12 trilhões). Somando Estados e Municípios, taxas e licenças, nos aproximamos de 50%. Nem os países escandinavos, recolhem tanto.
A reforma precisa começar pela própria organização do Estado. Uma estrutura mais racional poderia separar atividades-meio e atividades-fim. Administração, Casa Civil, Planejamento & Fazenda, CGU e AGU formariam cinco grandes estruturas de apoio. Outros 13 ministérios cuidariam diretamente das políticas públicas: Agricultura; Ciência e Tecnologia; Defesa; Desenvolvimento Econômico; Desenvolvimento Social; Educação; Infraestrutura; Integração Nacional e Clima; Justiça e Segurança; Relações Exteriores; Saúde; Trabalho; e Transportes.
No máximo 18 ministérios, acompanhados da revisão de autarquias, fundações, empresas públicas e estruturas administrativas. Privatizações, concessões, fusões ou extinções deveriam ser examinadas caso a caso, incluindo empresas como Correios e EBC, dentro de um Programa Nacional de Desestatização.
E a reforma não pode alcançar somente o Executivo. Legislativo e Judiciário também precisam participar, eliminando duplicidades, cargos desnecessários, privilégios e despesas administrativas excessivas. A economia deve ser direcionada para saúde, educação, segurança, saneamento e infraestrutura.
A situação fiscal mostra a urgência. Em junho de 2026, a dívida bruta alcançou R$ 10,8 trilhões, ou 81,9% do PIB. Em doze meses, os juros nominais somaram R$ 1,16 trilhão.
Não é sustentável manter juros elevados para conter a inflação enquanto o setor público continua operando com déficits. É como pisar no freio e no acelerador simultaneamente.
Antes de criar novos impostos, o Brasil precisa enfrentar a pergunta essencial: onde, como e por que o Estado gasta tanto?
Porque, no final, não existe dinheiro público. Existe dinheiro do cidadão.
ADM DILVO VICENTE TIRLONI PRESIDENTE
INFORMAÇÕES RELEVANTES
1. Dívida bruta brasileira – alcançou aproximadamente R$ 10,8 trilhões — 81,9% do PIB. Os juros nominais acumulados em doze meses chegaram a cerca de R$ 1,16 trilhão. É dinheiro que poderia estar ajudando a construir o futuro.
2. Déficit público — quando o governo gasta mais do que arrecada
O déficit ocorre quando as despesas públicas superam as receitas. Para cobrir essa diferença, o governo precisa recorrer ao endividamento, principalmente pela emissão de títulos públicos.
3. Dívida/PIB — o termômetro do endividamento
A relação dívida/PIB compara a dívida pública com tudo o que o país produz em um ano. Quanto maior essa proporção, maior tende a ser a preocupação com a capacidade futura de pagamento.
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