ELEIÇÕES 2026 — AS URNAS E A NECESSIDADE DE APERFEIÇOAR O SISTEMA ELEITORAL

As eleições presidenciais terminaram, mas informações divulgadas nas redes sociais levantaram e levantam questões que merecem esclarecimentos. Não se trata de denunciar fraudes, mas de defender maior transparência e o aperfeiçoamento permanente do sistema eleitoral brasileiro. São centenas de exemplos, extrai estes para comentários.

Primeiro caso — Distrito Federal. Circularam denúncias de que diferentes urnas teriam apresentado resultados idênticos. O TSE contestou a informação, divulgando os resultados das seções examinadas, que não eram iguais. O episódio demonstra a importância da conferência pública dos Boletins de Urna.

Segundo caso — Bahia. Levantamento da Agência Tatu identificou 23 municípios com mais eleitores cadastrados do que habitantes estimados pelo IBGE. Em Catolândia, a proporção alcançou 117,44%. Embora existam explicações relacionadas ao domicílio eleitoral, a situação recomenda permanente atualização cadastral.

Terceiro caso — As curvas de apuração. Gráficos divulgados nas redes mostraram oscilações na participação percentual de Flávio Bolsonaro. Alguns internautas atribuíram essas variações a interferências informáticas. Entretanto, alterações percentuais podem decorrer da sequência geográfica da totalização. A divulgação detalhada dos dados permite análises independentes.

Quarto caso — Os 14 milhões de votos. Entre os dois turnos, Lula acrescentou 10,38 milhões de votos à sua votação, enquanto Flávio Bolsonaro cresceu 3,72 milhões. Dos 14,10 milhões de votos adicionais recebidos pelos finalistas, 73,6% corresponderam ao crescimento de Lula. A diferença merece estudos sobre a distribuição territorial e as mudanças expressivas de comportamento dos eleitores, indicando algo inusitado nos números.

O autor defende dois aperfeiçoamentos fundamentais – a introdução de um registro físico do voto, verificável pelo eleitor e preservado para eventuais auditorias, e a implantação de dois centros independentes de totalização, um do TSE e outro sob responsabilidade de auditores externos.

A democracia não deve temer o aperfeiçoamento tecnológico, a fiscalização independente ou as perguntas dos cidadãos.

ADM. DILVO VICENTE TIRLONI PRESIDENTE


INFORMAÇÕES RELEVANTES

1. Votação presidencial — Primeiro e segundo turnos

Candidato1º turno2º turno
Flávio Bolsonaro56.104.50359.826.041
Lula53.879.53864.256.232
Total dos dois109.984.041124.082.273

No primeiro turno, Flávio venceu por 2.224.965 votos. No segundo, Lula venceu por 4.430.191 votos. A inversão da vantagem foi de aproximadamente 6,66 milhões de votos.

2. Origem contábil do crescimento de 14,10 milhões de votos dos finalistas

Componentes da variaçãoVotos
Votos dos candidatos eliminados9.316.747
Aumento do comparecimento2.960.239
Redução de brancos e nulos1.821.246
Total14.098.232

Desse crescimento conjunto, Lula respondeu por 10.376.694 votos (73,6%) e Flávio Bolsonaro por 3.721.538 (26,4%). Esses valores não identificam a transferência individual dos votos. É um paradoxo estatístico quando comparado ao primeiro turno.

3. Voto impresso — Uma garantia adicional de auditoria

O sistema atual dispõe de auditorias digitais, mas não oferece registro físico individual conferido pelo eleitor. O autor defende sua introdução, sem identificação do votante, para permitir conferências independentes entre registros físicos e eletrônicos, fortalecendo a verificabilidade dos resultados.

4. Dois centros independentes de totalização

O autor propõe dois centros de totalização – um administrado pelo TSE e outro por auditores independentes, com acesso simultâneo aos Boletins de Urna autenticados. A comparação automática dos resultados permitiria identificar divergências e acrescentaria uma camada de fiscalização à estrutura existente.

Deixe seu comentário