A VOLTA DAS QUADRILHAS E O ESCÂNDALO DO INSS, A PONTA DO ICEBERG

NA CALADA DA NOITE AS QUADRILHAS AGEM RÁPIDO. POR ENQUANTO FORAM 6,2 BILHÕES, MAS ESTES SÃO A PONTA DO ICEBERG

Desde que o PT assumiu o governo em 2003, o que se viu foi a institucionalização da corrupção no Brasil. A primeira grande operação foi o Mensalão, um esquema criminoso para comprar apoio no Congresso entre 2003 e 2004, revelado e comprovado com 24 condenações, quase todos integrantes ou aliados do partido. Um escândalo de compra de consciências pago com dinheiro público.

Na sequência, veio o Petrolão, o maior saque já feito contra uma estatal no mundo. Através da Petrobras, bilhões foram desviados para partidos, empreiteiras e agentes públicos, num esquema de corrupção que deu origem à Operação Lava Jato — reconhecida até pelo Departamento de Justiça dos EUA como o maior esquema de propinas da história mundial, com envolvimento de gigantes como a Odebrecht. Foram 278 pessoas denunciadas e mais de 174 presas até 2021. Mas, como num roteiro cínico, o STF anulou tudo. Os corruptos foram soltos e Lula voltou triunfante à Presidência, vendendo-se como perseguido.

O que mudou? Nada. Só a cara do cinismo. Agora surge um novo escândalo bilionário, entidades sindicais cadastrando aposentados sem autorização para descontos fraudulentos nos benefícios do INSS, com assinaturas falsificadas e supostos serviços nunca prestados. O prejuízo estimado é de bilhões, (estima-se 90 bilhões ou mais) entre 2019 e 2024, atingindo 4,1 milhões de brasileiros — a maioria idosos vulneráveis. O governo promete devolver o dinheiro, mas não diz como nem quando.

O que vemos é a volta das mesmas quadrilhas do passado, agora mais sofisticadas, disfarçadas de legalidade e protegidas pelo manto da impunidade. Este escândalo no INSS é apenas a ponta do iceberg. Existem ao menos nove programas sociais federais com brechas escancaradas para fraudes semelhantes.

O Brasil decente precisa reagir, e a bancada catarinense, estadual e federal, tem o dever moral de agir. É hora de expor os falsos profetas da honestidade, romper o ciclo de impunidade e resgatar a dignidade do serviço público e da cidadania. Que comece a devassa — antes que seja tarde demais.

ADM. DILVO VICENTE TIRLONI – PRESIDENTE

INFORMAÇÃO RELEVANTE

  1. Em 17/06/2025, o Presidente do Senado, Alcolumbre, criou a CPMI para investigar as fraudes do INSS.
  2. Existem diversos programas públicos vulneráveis ao desvio de recursos. Basta colocar a lupa sobre qualquer um deles para que as falcatruas comecem a aparecer. Listei, entre os principais, os seguintes programas que merecem investigação urgente na CPMI:

Farmácia Popular
Fornece gratuitamente ou com descontos medicamentos para doenças comuns como hipertensão, diabetes, asma, entre outros.

Benefício do Auxílio-Inclusão
Pago a pessoas com deficiência moderada ou grave que começam a trabalhar com carteira assinada, como incentivo à inclusão no mercado formal.

Bolsa Família

Programa de transferência de renda para famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza, com foco em saúde, educação e assistência social. Condicionalidades incluem frequência escolar e vacinação.

Benefício de Prestação Continuada (BPC)

Garante um salário mínimo mensal a idosos (65+) e pessoas com deficiência de baixa renda, mesmo que nunca tenham contribuído com o INSS. Só nesta rúbrica, durante os 2 anos do Governo Lula o BPC cresceu 33%.

Seguro-Defeso

Pagamento mensal temporário para pescadores artesanais durante o período de defeso, quando a pesca é proibida para preservação das espécies.

Cartões de Crédito ou Débito

Tenho convicção de que os cartões — tanto de crédito quanto de débito — oferecidos “gratuitamente” a aposentados criaram falsas expectativas. Muitos foram induzidos a gastar de forma impulsiva e sem critério, resultando em endividamento crescente, enquanto as instituições bancárias lucraram bilhões. Grande parte desses usuários desconhece o funcionamento real desses produtos financeiros. Por isso, em uma eventual responsabilização futura, os bancos devem ser chamados a assumir parte dos prejuízos causados por essa prática.

Nota: todo programa gratuíto tem problemas. O Programa Universidade Gratuíta do Governo do Estado SC acusa irregularidades em 44% dos benficiários atingindo uma cifra de mais de 340 milhões.

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