CENTRALIDADES – QUEM É CONTRA A VERTICALIDADE É A FAVOR DO TRÂNSITO PARADO, AUSÊNCIA DE ESGOTO E DA CIDADE CARA – O AMBIENTALISMO DE FACHADA QUE EMPOBRECE FLORIANÓPOLIS – O MEDO DOS PRÉDIOS ALTOS PRODUZ FAVELAS

IMAGEM DE FLORIPA EM 2100. QUAL O PROBLEMA DA VERTICALIDADE?

O debate sobre verticalidade em Florianópolis precisa sair do campo emocional e entrar definitivamente no campo técnico. O Plano Diretor — LC 482/2014, atualizado pela LC 739/2023 — é claro ao adotar um modelo POLINUCLEADO DE CENTRALIDADES (DISTRITOS) abraçando o projeto de que centralidade não nasce de casas espalhadas e baixa densidade. Centralidade se faz com adensamento inteligente de pessoas, que gera escala econômica, atrai pequenos e grandes negócios, viabiliza transporte coletivo, amplia arrecadação e sustenta serviços públicos de qualidade.

A Ilha é pequena, geograficamente limitada e ambientalmente sensível. Justamente por isso, verticalizar é preservar. O modelo horizontal, disperso e fragmentado consome mais solo, avança sobre áreas frágeis, exige mais redes de água, esgoto e energia por habitante e multiplica deslocamentos longos. É o espraiamento urbano — e não a verticalidade — que encarece o saneamento, sobrecarrega a mobilidade e pressiona o meio ambiente.

Os que se posicionam contra prédios mais altos costumam alegar que “faltará esgoto” ou que “o trânsito piorará”. Essa narrativa ignora um fato básico, infraestrutura se dimensiona por planejamento e investimento, não por número de pavimentos. A densidade concentrada permite sistemas de saneamento mais eficientes, economicamente viáveis e tecnologicamente modernos. Quanto à mobilidade, bairros densos e mistos reduzem deslocamentos obrigatórios, pois aproximam moradia, comércio e serviços — exatamente o conceito da CIDADE DE 15 MINUTOS incorporado ao Plano Diretor.

A revisão de 2023 reforça novas centralidades no Norte e Sul da Ilha, com uso misto e verticalização controlada nas Areas de Desenvolvimento Incentivadas (ADIs 8 a 12 pavimentos). Isso não é um capricho construtivo, é estratégia para descentralizar o Centro, reduzir fluxos pendulares e fortalecer bairros com autonomia urbana.

Outro equívoco grave é manter “espaços vazios” ao longo das SCs do interior da Ilha. Rodovias são eixos estruturantes e deveriam abrigar BOLSÕES VERTICALIZADOS COM AUTONOMIA URBANA, combinando habitação, comércio, equipamentos públicos e transporte coletivo. Negar ocupação qualificada nesses eixos é perpetuar congestionamentos e dependência absoluta do automóvel.

Cidades prósperas são densas. Cidades eficientes concentram pessoas. Cidades sustentáveis usam o solo com racionalidade. A resistência à verticalidade não protege Florianópolis — ela a empobrece. Defender novos modelos construtivos e adensamento planejado não é especulação; é compromisso com emprego, arrecadação, infraestrutura moderna e justiça urbana.

ADM. DILVO VICENTE TIRLONI PRESIDENTE

INFORMAÇÃO RELEVANTE

  1. Segundo o consultor de Orla e brilhante advogado, Ernesto Santiago, informa que uma discussão começou nas redes sociais após uma crítica pública de urbanista da UFSC, candidato à prefeitura da cidade em três eleições pelo PSOL, referente construção de um pequeno prédio de sete andares na entrada de Santo Antônio de Lisboa, bairro da orla de Florianópolis. O grupo deste professor é o mesmo que impediu a ocupação da Ponta do Coral. Preferem o descampado à geração de emprego e renda.
  2. Kobrasol, na década de 70 era um pequeno aeroporto privado quando foi transformado em ocupação urbana, com casas e pequenos prédios de 03 andares. Aprovada a verticalidade para 15/20 andares, tudo foi demolido e nasceu o moderno Kobrasol, muito mais renda, oportunidades e sem problemas de mobilidade. Os investimentos passados foram perdidos.
  3. Xangai, Singapura (Ilha do tamanho de Florianópolis), Camboriu, Itapema e agora Porto Belo se libertaram das amarras da pobreza, verticalizaram seus espaços urbanos.  

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