DESAFIOS DA REGIÃO METROPOLITANA DA GRANDE FLORIANÓPOLIS

A Região Metropolitana da Grande Florianópolis concentra a força política, econômica e social de Santa Catarina. Composta pela capital e seus municípios vizinhos — São José, Palhoça, Biguaçu, Governador Celso Ramos, Santo Amaro da Imperatriz e São Pedro de Alcântara — essa área deveria ser um exemplo de integração, planejamento urbano e qualidade de vida. Mas o que vemos, infelizmente, é um modelo travado, sem comando efetivo e entregue à improvisação. A SUDERF, criada para coordenar esse processo, não passa de um órgão decorativo, sem poder, sem orçamento e sem projetos.

Os problemas são visíveis, gritantes e urgentes. Primeiro, o TRANSPORTE. A mobilidade da Grande Florianópolis depende exclusivamente do modal rodoviário. Ônibus, vans, aplicativos e táxis disputam um trânsito caótico, sufocado e sem alternativas. O transporte marítimo, que já foi protagonista na ligação entre os municípios, permanece engavetado, enquanto a população perde horas preciosas no congestionamento diário.

Segundo, a HABITAÇÃO. A ausência de uma política habitacional consistente gerou um retrato alarmante, mais de 100 comunidades conflagradas na região metropolitana, sendo cerca de 60 apenas em Florianópolis. A falta de moradias dignas empurra milhares de famílias para a informalidade, agravando a exclusão social e criando bolsões de vulnerabilidade.

Terceiro, o SANEAMENTO BÁSICO. O atual modelo, monopolizado pela CASAN, já deu o que tinha que dar. Preso a interesses políticos, mantém um sistema ineficiente e incapaz de responder à demanda. O resultado é trágico, rios poluídos, manguezais degradados e praias impróprias para banho em plena capital turística. Esse é um atestado de fracasso coletivo que compromete a saúde, o meio ambiente e a economia.

Mas não se trata de destino inevitável. Os desafios da Região Metropolitana da Grande Florianópolis são também oportunidades. Há solução para cada um desses problemas — transporte multimodal, política habitacional séria, saneamento moderno — desde que exista o que nos falta, projetos consistentes e determinação política real. Não podemos aceitar que a metrópole catarinense continue refém da paralisia. A Região Metropolitana tem vocação para ser um polo de inovação e qualidade de vida. Para isso, é preciso romper com o improviso e exigir ação. O tempo da retórica acabou, ou planejamos juntos, ou afundamos todos.

ADM. DILVO VICENTE TIRLONI PRESIDENTE

INFORMAÇÕES RELEVANTES

Todos os projetos podem ser concessionados, isto significa, baixo desembolsos públicos

  • No Transporte Marítimo – A RM poderá implantá-lo e em seguida, licitá-lo aos moldes do projeto “Sistema Aquaviário de Vitoria”, que conecta as cidades de Vitória, Vila Velha e Cariacica, com muito sucesso.
  • Na Habitação –  a solução passa por Operações Consorciadas e Outorga Onerosa do Direito de Construir. A própria iniciativa privada tem condições de realizar o projeto e financiá-lo. Como auxilio, os Fundos Municipais de Habitação poderão contribuir.
  • No Saneamento Básico – há bilhões disponíveis no mercado privado esperando pela concessão dos Serviços. Palhoça já opera dentro do modelo de concessão. É possível reunir outras cidades conurbadas e, juntas, viabilizarem um projeto aos moldes da Grande Maceió. (BRK Ambiental foi a vencedora da concessão em 2024). Parte do esgoto da cidade é direcionada para o Sistema de Disposição Oceânica (Emissário Submarino).

Os projetos poderiam ser gerenciados pela SUDERF

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