FERROSUL E O POTENCIAL LOGÍSTICO DE SANTA CATARINA
Santa Catarina enfrenta um desafio histórico, recuperar o tempo perdido nos investimentos ferroviários. Enquanto os militares, a partir de 1964, priorizaram a implantação de rodovias, os governos civis pós-1989 negligenciaram as ferrovias, contribuindo para o atraso logístico do Brasil. Diante desse cenário, o governador Jorginho Mello tem demonstrado visão estratégica ao colocar o tema de volta à agenda, especialmente com a proposta da FERROSUL — uma iniciativa que visa integrar os estados do Sul do país por meio de uma malha ferroviária eficiente.
A missão liderada pelo governador à China reforça esse compromisso. Durante sua visita, Jorginho conheceu de perto o modelo ferroviário chinês, reconhecido mundialmente por sua eficiência e tecnologia de ponta. Inspirado por essa experiência, ele busca aplicar soluções similares em Santa Catarina, com projetos que conectem o interior do estado aos seus principais portos — São Francisco do Sul, Laguna e Imbituba — todos hoje dependentes do modal rodoviário para escoamento de cargas.
A proposta da FERROSUL representa uma oportunidade estratégica não apenas para SC, mas para toda a região Sul. Além de integrar os estados do CODESUL (SC, RS, PR e MS), o projeto visa modernizar a logística nacional, reduzir custos e aumentar a competitividade. A ferrovia planejada entre o Oeste catarinense e os portos do litoral já está em fase de estudo de traçado e busca viabilidade financeira por meio de parcerias público-privadas e internacionais.
Críticos apontam, com razão, que essa revolução logística só será completa com a privatização dos portos sob gestão estadual. Isso permitiria ao Estado concentrar esforços e recursos na viabilização da FERROSUL, aliviando os cofres públicos e trazendo maior eficiência à operação portuária.
Com apoio técnico do CODESUL e possíveis financiamentos via BRDE, a FERROSUL se torna um projeto viável, necessário e urgente. A iniciativa marca o início de uma nova era para Santa Catarina, conectada, moderna e pronta para competir no cenário global com infraestrutura de ponta e visão estratégica.
Informações Relevantes:
03. PRINCIPAIS FERROVIAS DO BRASIL
| Ferrovia | Complemento |
| Ferrovia Centro‑Atlântica (FCA) | Maior extensão (≈7 220 km, carga) |
| Ferrovia Norte‑Sul | Eixo estratégico para soja e minério |
| Carajás ou Vitória‑Minas | Carajás: minério + passageiros |
03. PRINCIPAIS FERROVIAS DE SC
| Ferrovia Tereza Cristina (FTC) | Carvão e cerâmico – malha isolada |
| Malha Sul da Rumo ex‑ALL) | Cargas industriais e portuárias via São Francisco |
| Ferrosul / projetos Leste-Oeste | Conectividade e diversificação logística futura |
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FLORIPA E CIDADES LITORÂNEAS – RESSACAS E DESTRUIÇÃO A TRAGÉDIA ANUNCIADA DO LITORAL – SEM QUEBRA-MAR, NÃO HÁ SALVAÇÃO – LITORAL CATARINENSE À BEIRA DO COLAPSO
CENTRALIDADES – QUEM É CONTRA A VERTICALIDADE É A FAVOR DO TRÂNSITO PARADO, AUSÊNCIA DE ESGOTO E DA CIDADE CARA – O AMBIENTALISMO DE FACHADA QUE EMPOBRECE FLORIANÓPOLIS – O MEDO DOS PRÉDIOS ALTOS PRODUZ FAVELAS
RECONEXÃO COM O MAR E MOBILIDADE URBANA – FLORIANÓPOLIS PRECISA SAIR DO DISCURSO E ENTRAR NO PROJETO. TRANSPORTE AQUAVIÁRIO JÁ É REALIDADE NO MUNDO, ILHAS COMO VITÓRIA/ES E SINGAPURA, ADOTAM COM SUCESSO. ENQUANTO O MUNDO NAVEGA, FLORIANÓPOLIS AFUNDA NO TRÂNSITO