LIBERTEM OS INGLESES!!! O DISTRITO QUE ESCOLHEU O ATRASO QUANDO PODERIA ESCOLHER A PROSPERIDADE – MEDO DA VERTICALIZAÇÃO GERA MISÉRIA, DE POLO TURÍSTICO A FAVELA ANUNCIADA
IMAGEM DA CIDADE DAQUI A 25 ANOS
No Plano Diretor, o distrito dos Ingleses integra a Região Norte da Ilha, composta ainda por Santo Antônio de Lisboa, Canasvieiras, Ratones e Cachoeira do Bom Jesus. Trata-se, portanto, de uma das áreas mais estratégicas de Florianópolis. Segundo o IBGE, a população do município chegou a 537.211 habitantes no Censo de 2022. Somente os Ingleses do Rio Vermelho registraram oficialmente 49.820 moradores, mas estimativas realistas indicam que o distrito e suas áreas de influência já se aproximam de 80 mil pessoas, número que facilmente ultrapassa 150 mil durante o verão. É uma verdadeira cidade dentro da cidade. (20% DA POPULAÇÃO DA CIDADE MORA NA REGIÃO)
Há dias (14/01/2025), ao buscar uma clínica de fisioterapia no Centro dos Ingleses, por volta das 11 horas da manhã, deparei-me com um congestionamento que mais parecia cena de metrópole indiana. Um caos urbano em pleno horário intermediário do dia, revelador de um território que cresceu sem planejamento funcional. Fiquei espantado ao constatar que os Ingleses, na prática, optaram pela pobreza urbana. Não pobreza de renda, mas pobreza de desenho urbano, de racionalidade, de ambição coletiva.
O bairro exibe uma convivência esquizofrênica entre bons empreendimentos comerciais e uma proliferação de “puxadinhos” improvisados, que denunciam a ausência de uma política clara de ocupação do solo. Visto de cima, o distrito lembra um enorme guarda-chuva aberto, espalhado de forma desordenada, sem centralidades, sem praças e jardins, sem hierarquia viária, sem desenho urbano que traduza dignidade e futuro.
É insustentável manter limitações construtivas de dois ou três pavimentos em uma região que abriga mais de 150 mil pessoas no verão. Isso não é preservação, é condenação ao atraso. A verticalidade não é inimiga da qualidade de vida. Ao contrário, ela concentra população, libera áreas para parques, viabiliza infraestrutura moderna, gera arrecadação, emprego e moradia digna. Verticalizar é organizar. É transformar ocupação caótica em cidade funcional.
Insistir no atual modelo horizontal e fragmentado é empurrar os mais pobres para áreas cada vez mais precárias, fomentar a informalidade, as invasões e pavimentar o caminho para a formação de um “Favelão do Norte”, absolutamente indesejável para Florianópolis. É um urbanismo que lembra regimes de conotação cubana, onde o desenvolvimento é visto como ameaça, não como solução.
A saída existe e está prevista no próprio Plano Diretor, a Operação Urbana Consorciada. Trata-se de um instrumento poderoso, capaz de unir poder público e iniciativa privada para financiar infraestrutura, saneamento, mobilidade, abertura de avenidas, arborização e requalificação urbana. Câmara de Vereadores e Executivo precisam agir com urgência.
Salvar os Ingleses é salvar a dignidade urbana do Norte da Ilha. É escolher riqueza organizada no lugar da pobreza desordenada.
ADM. DILVO VICENTE TIRLONI PRESIDENTE
INFORMAÇÕES RELEVANTES:
- Área territorial Florianópolis 674,84 km².
- População no último censo [2022] FLORIANOPOLIS – 537.211 pessoas
- Densidade demográfica 796,05 habitantes por KM2.
- NÃO TEM UMA PRAÇA OU JARDIM DIGNO DO NOME
- SINGAPURA – Área da unidade territorial 716,1 km². População – 6,037 milhões (2024). Densidade 7.540/hab/km2 (10 VEZES MAIOR DO QUE FLORIANÓPOLIS)
Singapura é do mesmo tamanho de Florianópolis (41 km2 maior), optou pela verticalidade, gerou e gera muita riqueza, tem IDH 0,946 (13.º), sua população é rica e feliz. É o exemplo a ser seguido, e não Havana, que parou no tempo.
Veja reportagem de 21/01/2026 no Estadão. Pesquise por: “sao-paulo/como-bilhao-da-faria-lima-obras-paraisopolis-maior-favela-de-sao-paulo”
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