PROJETO: CURSO SOBRE A DOUTRINA LIBERAL 10ª AULA – LIBERALISMO E AS MAZELAS DA GESTÃO PÚBLICA NO BRASIL
A águia americana
10ª AULA – GESTÃO PUBLICA
No Brasil, a gestão pública segue um rumo distorcido, marcado por exageros institucionais, privilégios e estruturas infladas que pouco dialogam com a eficiência e a transparência exigidas por uma sociedade moderna. O país insiste em manter um modelo pesado e desigual, onde o discurso de representatividade se converte em justificativa para inchaços orçamentários e distorções de poder.
No Legislativo federal, a contradição é evidente. A Constituição fixou em 513 o número máximo de deputados, mas, sob a desculpa de crescimento populacional em alguns Estados, o número foi manipulado. Em vez de reduzir cadeiras em regiões com perda demográfica, ampliaram a representação em outras, e hoje a Câmara caminha para 531 assentos. Essa manobra afronta a lógica da lei e, mais grave, fere o equilíbrio federativo. No Senado, a distorção é ainda mais gritante: Estados com menos de um milhão de habitantes, como Amapá e Rondônia, têm os mesmos três senadores de São Paulo, que concentra quase 50 milhões de pessoas. Assim, decisões nacionais são frequentemente moldadas por interesses de unidades federativas minoritárias, comprometendo a legitimidade democrática.
O Judiciário é outro retrato da desordem. O Brasil ostenta uma estrutura inédita no mundo, com justiças Federal, Militar, Eleitoral e Trabalhista funcionando de forma independente, cada uma com órgãos superiores, conselhos e uma burocracia cara. Apenas o Judiciário consome anualmente cerca de 100 bilhões de reais, somando-se a outros 100 bilhões gastos pelos Tribunais de Justiça estaduais. Para completar, instituições como o Ministério Público e a Defensoria Pública, embora essenciais, também operam com autonomia e orçamentos próprios, alimentando uma máquina que se multiplica sem racionalidade.
Os números são escandalosos: o Judiciário brasileiro consome cerca de 1,6% do PIB, enquanto em países comparáveis esse índice não ultrapassa 0,4%. Ou seja, gastamos quatro vezes mais para entregar uma Justiça que não se traduz em maior eficiência. As filas processuais, a morosidade das decisões e o excesso de privilégios mostram que os recursos não retornam em serviços de qualidade ao cidadão.
Essas distorções refletem uma verdade incômoda: no Brasil, a gestão pública foi capturada por uma lógica de manutenção de estruturas e cargos, e não pela busca do interesse coletivo. O país insiste em financiar uma engrenagem cara, pesada e desigual, que concentra poder em oligarquias políticas e corporativas, enquanto deixa de investir em áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura. Sem coragem para enfrentar tais mazelas, o Estado brasileiro continuará a ser uma máquina de gastos e frustrações, distante da eficiência que o liberalismo e a boa governança defendem.
ADM. DILVO VICENTE TIRLONI PRESIDENTE
INFORMAÇÕES RELEVANTES
PODER EXECUTIVO
Na Administração Federal são consideradas atividades meio:
- ADVOCACIA-GERAL DA UNIÃO – AGU
- BANCO CENTRAL
- CONTROLADORIA GERAL DA UNIÃO – CGU
- MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
- MINISTÉRIO DA CASA CIVIL
- MINISTÉRIO DA FAZENDA
- PROCURADORIA GERAL DA UNIÃO – PGR
- VICE PRESIDÊNCIA
ATIVIDADES FINS (MODELO SE APLICA AOS ESTADOS, NO QUE COUBER)
- MINISTÉRIO AGRICULTURA E PECUÁRIA;
- MINISTÉRIO CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO
- MINISTÉRIO DEFESA
- MINISTÉRIO DESENVOLVIMENTO ECONOMICO
- MINISTÉRIO DESENVOLVIMENTO SOCIAL
- MINISTÉRIO EDUCAÇÃO
- MINISTÉRIO INFRAESTRUTURA
- MINISTÉRIO INTEGRAÇÃO E DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL
- MINISTÉRIO JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA
- MINISTÉRIO RELAÇÕES EXTERIORES
- MINISTÉRIO SAÚDE
- MINISTÉRIO TRABALHO E EMPREGO
- MINISTÉRIO TRANSPORTES
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