RECONEXÃO COM O MAR E MOBILIDADE URBANA – FLORIANÓPOLIS PRECISA SAIR DO DISCURSO E ENTRAR NO PROJETO. TRANSPORTE AQUAVIÁRIO JÁ É REALIDADE NO MUNDO, ILHAS COMO VITÓRIA/ES E SINGAPURA, ADOTAM COM SUCESSO. ENQUANTO O MUNDO NAVEGA, FLORIANÓPOLIS AFUNDA NO TRÂNSITO

HÁ CENTENAS DE INVESTIDORES PARA VIABILIZAR UM PROJETO COMO ESTE.

Florianópolis — uma ilha por natureza — segue tratando o mar como obstáculo, quando deveria reconhecê-lo como infraestrutura estratégica de mobilidade. Ao contrário do que afirma a própria Prefeitura, o transporte aquaviário não é inviável, nem exótico, nem marginal. Ele é prática consolidada nas principais cidades costeiras do mundo e perfeitamente aplicável à realidade da Florianópolis.

A emissão da Licença Ambiental de Instalação (LAI) para a Marina da Beira-Mar representa um marco. A partir desse equipamento urbano, cria-se um ativo estruturante capaz de induzir uma nova lógica de mobilidade, conectando o sistema viário ao sistema marítimo e, sobretudo, ativando um ecossistema de serviços, comércio, turismo e lazer ao redor dos terminais. Transporte aquaviário moderno não é apenas barco, é terminal amplo, confortável, integrado ao transporte coletivo, com restaurantes, lojas, bicicletários, embarque acessível e conexão digital.

A narrativa de que o sistema seria caro e com impacto quase nulo na mobilidade não se sustenta. Somente neste ano, o município destina cerca de R$ 130 milhões para subsidiar o transporte terrestre convencional, operado pelo consórcio local. Trata-se de um sistema que, apesar do alto custo recorrente, segue congestionado, lento e incapaz de absorver a demanda crescente. Se o critério fosse exclusivamente financeiro, o transporte terrestre também seria considerado inviável.

No Brasil, o melhor exemplo contemporâneo é o Aquaviário da Grande Vitória, que conecta Vitória, Vila Velha e Cariacica com embarcações climatizadas, acessíveis, com Wi-Fi, espaço para bicicletas e integração tarifária. Vitória, assim como Florianópolis, é uma ilha. A diferença está na decisão política.

O mundo inteiro opera redes semelhantes: a Star Ferry em Hong Kong, os vaporetos de Veneza, o NYC Ferry em Nova York, as travessias de Istambul e os Sydney Ferries em Sydney. Até a ilha-estado de Singapura integra seu transporte marítimo à estratégia urbana.

Florianópolis precisa abandonar o discurso defensivo e assumir o mar como eixo de desenvolvimento. Terminais aquaviários bem projetados, associados a serviços e comércio, atraem investidores, qualificam o espaço público e reduzem pressão sobre o sistema viário.

ADM DILVO VICENTE TIRLONI PRESIDENTE

  • AQUAVIARIO DE VITÓRIAEstações Atuais 03 – Capacidade – Os barcos comportam entre 80 e 100 passageiros – Tarifa: A tarifa é a mesma do sistema Transcol, custando atualmente R$ 5,10. Horários –  As operações geralmente iniciam por volta das 6h20, com encerramento entre 19h e 19h30, variando conforme a estação.
  • Provável Tarifa em Floripa –  R$10,00, com subsidio o mesmo do ônibus, R$7,10.
  • Estações Sugeridas –  1. Floripa Terminal Central, 2. São José, 3. Biguaçu e 4. Palhoça. Cada local comporta um projeto de MiniShopping que recepciona, comércio e serviços. Pode ter ainda UPA 24 HORAS, POSTO DE ABASTECIMENTO DE COMBUSTÍVEL, DELEGACIAS, MP, ENTRE OUTROS. Criado o projeto, monta-se um Fundo e as receitas de aluguéis são revertidas para as passagens. Quando falamos de Estações é muito além das instalações presentes na rota Costa/Barra da Lagoa gerenciada pela Cooperbarco.
  • O Aquático-SP é o primeiro sistema de transporte hidroviário público de SP, operando na represa Billings, desde 2024. Acaba de atingir 1 milhão de pessoas transportadas.

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