SACO DOS LIMÕES/TISAC – RETRATO DA SEGREGAÇÃO INDIGENISTA EM PLENA CAPITAL CATARINENSE – PROTEÇÃO OU ISOLAMENTO O DEBATE SOBRE OS POVOS INDÍGENAS – ONDE A POLÍTICA INDIGENISTA ESTÁ ERRANDO
ESTA "ALDEIA" MOSTRA SEGREGAÇÃO SOCIAL. EM NOME DE UMA SUPOSTA PROTEÇÃO PRATICA-SE A EXCLUSÃO SOCIAL.
O antigo Terminal de Integração do Saco dos Limões (TISAC), em Florianópolis, transformou-se desde 2016 em um acampamento improvisado para famílias indígenas, principalmente Kaingang, Guarani e Xokleng, que chegam à capital sob orientação de partidos comunistas, entre eles PSOL e PT. O espaço, pensado para o transporte urbano, passou a abrigar centenas de pessoas em tendas, em condições precárias. A prefeitura já anunciou projetos para criar uma Casa de Passagem, mas a situação permanece cercada de controvérsias. Para alguns, a atuação do Ministério Público Federal contribuiu para consolidar esse arranjo, evidenciando impasses na condução da política indigenista e desconhecimento da cultura indigena.
Quando estudante de História na UFSC, tive formação em Antropologia Cultural, Antropologia Biológica e Arqueologia. Estudei com professores como o médico Osvaldo Cabral (tamanho do cérebro) e Silvio Coelho dos Santos (cultura indígena), que pesquisava os Xokleng. Essa base acadêmica me permite afirmar que as culturas indígenas possuem dinâmicas próprias, mas também sempre estiveram em contato e transformação diante da sociedade envolvente, que lhe negou, intencionalmente, guarida.
Desde 1967, a Funai é o órgão indigenista oficial do Brasil, atualmente vinculada ao Ministério dos Povos Indígenas, criado em 2023. A política indigenista evoluiu da tutela para o reconhecimento constitucional de 1988, que assegura direitos originários às terras, línguas e tradições. Ainda assim, há críticas de que a orientação predominante mantém uma lógica de segregação cultural que pouco contribui para avanços sociais concretos. Ao contrário das etnias americanas que progridem e se integram ao sistema produtivo aqui “forçamos” uma defesa cultural que não se mantém. Na verdade, gera caos e miséria social.
A história mostra que culturas interagem e se transformam. Arnold Toynbee analisou como civilizações crescem e declinam em contato umas com as outras. Diante disso, sustento que os povos indígenas deveriam ser plenamente integrados à sociedade brasileira plural, com acesso efetivo a educação, saúde, segurança e infraestrutura, sem perder sua identidade. A inclusão cidadã, e não a segregação, é o caminho mais justo para garantir dignidade e oportunidades reais.
ADM DILVO VICENTE TIRLONI PRESIDENTE
INFORMAÇÕES RELEVANTES
- Florianópolis tem uma indígena na Câmara de Vereadores – Ingrid Sataré Mawé (PSOL). A política Indigenista é baseada nos artigos 231 e 232 da Constituição Federal de 1988, que superou a tutela, permitindo aos indígenas a defesa direta de seus direitos no judiciário. O órgão operativo é a FUNAI.
- A política Indigenista é fortemente influenciada por ONGs Internacionais que aportam recursos financeiros nos Ministérios cujas nomeações são “aprovadas” por estas organizações. Suspeita-se de interesses diversos, destas ONGs, principalmente, o mapeamento de “terras raras” e flora brasileira, a mais rica do mundo com cerca de 50 mil espécies, é um vasto reservatório de compostos medicinais, mas grande parte das patentes já foi registrada por empresas estrangeiras.
- Arnold Joseph Toynbee, Londres (1889/1975) foi um historiador britânico, cuja obra prima é Um Estudo de História, em que examina, em doze volumes, o processo de nascimento, crescimento e queda das civilizações sob uma perspectiva global.
- Vele registrar que em muitas aldeias do Norte do Brasil, alguns materiais como Edredom, Conservas, Comidas Industriais são proibidas de adentrarem nas comunidades sob o argumento da perda de identidade.
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