SANEAMENTO NA REGIÃO METROPOLITANA DA GRANDE FLORIANÓPOLIS, ENTRAVES DE UM MODELO ULTRAPASSADO. CRESCIMENTO RÁPIDO, INFRAESTRUTURA LENTA E A URGÊNCIA DAS CONCESSÕES
FERRYBOAT DO SUBDESENVOLVIMENTO - A falta de esgotamento sanitário está ligada a diversas Doenças infecciosas e parasitárias, transmitidas pela água e alimentos contaminados ou pelo contato com ambientes insalubres. Exemplos incluem hepatite, cólera, febre tifoide, esquistossomose, leptospirose, giardíase e verminoses,
O crescimento urbano acelerado da Região Metropolitana da Grande Florianópolis — hoje a RM que mais se expande no país, com índice populacional de 2,24% segundo o IBGE — exige um salto estrutural no saneamento básico. No entanto, o que se vê é um descompasso preocupante entre desenvolvimento urbano e infraestrutura sanitária. Os dados apresentados no seminário Impacto Futuro, realizado pelo IMPAC em Santo Amaro da Imperatriz (ND 28/11/2025) revelam o tamanho do desafio, enquanto a Capital alcança 65,2% de coleta de esgoto, São José se limita a 47,4% e Palhoça amarga apenas 13,2%. Tais números expõem um cenário incompatível com a pujança econômica e demográfica da região.
Durante o evento, a empresa FAST Tecnologia Industrial apresentou soluções tecnológicas que permitem descentralizar o tratamento de esgoto, reduzindo drasticamente a necessidade de grandes áreas para implantação de ETEs tradicionais. Os sistemas desenvolvidos pela empresa — já presentes na Lagoa do Peri, em Canasvieiras e na Beira-Mar Norte — comprovam que tecnologia e inovação podem, sim, redesenhar o saneamento em conglomerados urbanos densos como os nossos. Ademais, a própria FAST demonstrou que estações compactas e modulares conseguem alcançar todos os parâmetros ambientais, transformando resíduos em insumos aproveitáveis e, em muitos casos, gerando sustentabilidade econômica ao invés de gasto público permanente.
Mas o debate do seminário revela um ponto cego grave, discute-se a tecnologia como se o problema central fosse operacional, quando o verdadeiro entrave é estrutural. A CASAN, em seu modelo monopolista e estatal, concentra decisões e investimentos sem atender à velocidade e ao volume que a RM exige. A consequência é um atraso histórico que recai sobre o meio ambiente, a competitividade e a qualidade de vida da população.
Palhoça já decidiu romper esse ciclo ao conceder seus serviços de esgoto ao setor privado — e avança mais rápido do que municípios reféns do monopólio. A Região Metropolitana poderia levantar mais de R$ 5 bilhões em investimentos privados, liberando o Estado para investir no interior e destravando o saneamento onde ele mais colapsa.
Insistir na exclusividade da CASAN é mais do que teimosia, é uma afronta ao futuro de uma metrópole que pretende ser sustentável. Desenvolvimento urbano responsável exige coragem para mudar — e isso começa por quebrar o monopólio que nos atrasa.
ADM. DILVO VICENTE TIRLONI – PRSIDENTE
INFORMAÇÕES RELEVANTES:
- Segundo o Plano Municipal de Florianopolis, atualizado, precisaria de 3,5 bilhões, dinheiro que nem o município, CASAN e Estado tem para investir.
- A modelagem institucional pressupõe o Poder concedente no topo (Prefeitura), Agência Reguladora (ARESC) e Conselho Municipal de Saneamento. Quem deveria fiscalizar não fiscaliza, o Conselho Municipal é “chapa branca” e as Prefeituras Municipais dependem da SUDERF para organizar o segmento. Há muita política e pouca objetividade.
- Para piorar o ambiente, contamos com a tarifa mais cara do Sul do Brasil – R$37,76 dentro de 26 a 50m3. É uma insanidade administrativa e política manter o monopólio do Saneamento na mão do Estado.
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