SANTA CATARINA NO TOPO DA ARRECADAÇÃO – DOS 100 MUNICÍPIOS BRASILEIROS 8 SÃO DE SC – FLORIPA CRESCE, MAS AINDA TRAVA O PRÓPRIO FUTURO. SEM VERTICALIZAÇÃO, NOS DISTRITOS, NÃO HÁ FUTURO – A ESCOLHA URBANA QUE ESTÁ LIMITANDO A ECONOMIA DA CIDADE.
OS SOCIALISTAS DE PLANTÃO PREFEREM A ÁREA DESABITADA OCUPADA POR DROGADOS E MISERÁVEIS
O mais recente levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) revela um dado que merece atenção especial em Santa Catarina, entre os 100 municípios que mais arrecadam tributos no Brasil, oito são catarinenses. Esse desempenho confirma a força econômica do Estado e, ao mesmo tempo, expõe contrastes importantes sobre escolhas de desenvolvimento urbano e produtivo.
No ranking nacional, Itajaí ocupa a expressiva 9ª colocação, com arrecadação superior a R$ 27 bilhões, impulsionada diretamente pela logística portuária, comércio exterior e cadeia de serviços. Já Florianópolis aparece na 18ª posição, com mais de R$ 16 bilhões arrecadados, consolidando-se como o segundo município de maior arrecadação em Santa Catarina. Logo atrás surgem Joinville (19ª), Blumenau (39ª), Brusque (66ª), Chapecó (72ª), Navegantes (87ª) e Criciúma (88ª).
Chama atenção, em especial, o desempenho de Florianópolis. Há cerca de vinte anos, o protagonismo arrecadatório estadual estava concentrado em Joinville e Blumenau. Hoje, a capital assumiu a vice-liderança catarinense, fortemente sustentada pelo avanço do setor de tecnologia, inovação, serviços de alto valor agregado e economia digital. Trata-se de uma mudança estrutural no perfil econômico da cidade.
Entretanto, Florianópolis poderia ocupar posição ainda mais relevante no cenário nacional, todavia, é impedida pelas forças do atraso. Parte expressiva desse potencial segue limitada por uma visão ultrapassada de cidade, sustentada por grupos organizados que resistem sistematicamente ao adensamento urbano e à verticalização planejada. Ao impedir uma ocupação mais racional do solo, com maior densidade em áreas dotadas de infraestrutura, acabam por estimular as invasões, os grileiros urbanos, a expansão horizontal, o encarecimento da moradia, o aumento dos deslocamentos e a formação de novos bolsões de precariedade urbana.
Enquanto municípios vizinhos (CAMBORIU, ITAPEMA, PORTO BELO) adotaram modelos mais flexíveis, compatíveis com crescimento, dinamismo imobiliário e atração de investimentos, Florianópolis permanece presa a um padrão de baixa intensidade construtiva, incompatível com uma capital que concentra universidades, polos tecnológicos e serviços sofisticados.
A verticalização bem regulada não é um problema urbano — é uma ferramenta econômica. Ela amplia a base de arrecadação, gera empregos diretos e indiretos, estimula cadeias produtivas, atrai empresas e multiplica oportunidades. Se Florianópolis deseja consolidar sua posição entre as grandes economias urbanas do país, precisa compreender que crescimento, renda e desenvolvimento passam, necessariamente, por uma nova lógica de ocupação urbana.
ADM DILVO VICENTE TIRLONI PRESIDENTE
INFORMAÇÕES RELEVANTES
- Os municípios de SC que mais arrecadam, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), são os relacionados na tabela abaixo.
| CIDADE | Colocação | Valor |
| ITAJAI | 9º | 27.074.951.042,66 |
| FLORIANÓPOLIS | 18º | 16.086.393.193,14 |
| JOINVILLE | 19º | 15.711.945.333,00 |
| BLUMENAU | 39º | 6.793.684.193,96 |
| BRUSQUE | 66º | 4.227.442.987,83 |
| CHAPECÓ | 72º | 3.808.699.711,47 |
| NAVEGANTES | 87º | 3.143.915.175,50 |
| CRICIUMA | 88º | 3.027.432.426,35 |
2. Forças do atraso em Florianópolis – Partidos Socialistas (PSOL, PT), “Especialistas” da UFSC, coadjuvados por membros militantes do MPF apoiados pela Justiça Federal local. Todas as grandes obras da cidade foram contestadas, desde as recentes decisões sobre a Ponte da Lagoa, passando pelas drenagens dos canais artificiais do sul da Ilha. A Marina da Beira Mar aguarda há 10 anos a sua Licença de Instalação (LI) que autoriza o início da construção. O maior feito heroico da esquerda, entretanto, foi a inviabilização da urbanização com hotel 05 estrelas da Ponta do Coral. Alguns anos atrás tentaram impedir o Costão do Santinho, Jurere Internacional e demolir o SOSCárdio, na SC401.
VERÃO FRUSTRADO – QUEDA TURISTAS ARGENTINOS E INFRAESTRUTURA PRECÁRIA – RECEITA DA TEMPORADA MEDÍOCRE – SEM PLANEJAMENTO E SEM INVESTIMENTO – COMO A CIDADE AFASTOU O TURISMO DE QUALIDADE
FLORIPA E CIDADES LITORÂNEAS – RESSACAS E DESTRUIÇÃO A TRAGÉDIA ANUNCIADA DO LITORAL – SEM QUEBRA-MAR, NÃO HÁ SALVAÇÃO – LITORAL CATARINENSE À BEIRA DO COLAPSO
CENTRALIDADES – QUEM É CONTRA A VERTICALIDADE É A FAVOR DO TRÂNSITO PARADO, AUSÊNCIA DE ESGOTO E DA CIDADE CARA – O AMBIENTALISMO DE FACHADA QUE EMPOBRECE FLORIANÓPOLIS – O MEDO DOS PRÉDIOS ALTOS PRODUZ FAVELAS
NINHOS DE FIOS – COMO A FIAÇÃO AÉREA DEFORMA A PAISAGEM URBANA DE FLORIANÓPOLIS – ENTRE ÁRVORES MUTILADAS E POSTES SATURADOS – O RETRATO DO ATRASO URBANO – A DESORDEM AÉREA QUE ENVERGONHA FLORIANÓPOLIS