UFPE E UFSC — OS LOBOS TRAVESTIDOS DE OVELHAS. LÁ COMO CÁ, QUEREM DESTRUIR AS UNIVERSIDADES.

Universidade pública não pode ser território de abandono, desordem e irresponsabilidade administrativa.

Os três incêndios registrados na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em apenas oito dias, expõem uma questão gravíssima –  quem responde pela gestão operacional, manutenção e segurança do patrimônio universitário?

O reitor Alfredo Gomes estima prejuízos de R$ 100 milhões, incluindo equipamentos e pesquisas científicas. A Polícia Federal investiga as causas, ainda desconhecidas. Não se pode antecipar conclusões nem transformar suspeitas de violência política em verdades.

Entretanto, uma universidade precisa ser administrada com critérios empresariais de eficiência. O reitor é o CEO da instituição. Compete-lhe assegurar manutenção preventiva, instalações elétricas seguras, proteção contra incêndios, inventário patrimonial, fiscalização permanente e conservação dos edifícios. Não basta administrar currículos, pesquisas e salários. É preciso administrar os ativos que os contribuintes financiam! Por isso mesmo, as responsabilidades recaem sobre o Reitor. Foi omisso e deveria pagar o preço do seu afastamento.

E a nossa UFSC?

Durante anos, observamos sinais preocupantes de deterioração –  pichações, sanitários danificados, instalações degradadas e espaços públicos aparentemente entregues à desordem. A universidade parecia perder autoridade sobre seu próprio patrimônio.

Felizmente, a gestão do reitor Amir de Oliveira sinaliza uma mudança. A parceria com a ACIF, CDL e outras organizações da sociedade civil para revitalizar o Campus Trindade representa um passo importante. Na parte interna que os eventos da UFPE sirvam de referência.

A UFSC não pode ser tomada por lobos travestidos de ovelhas, grupos que, sob o discurso de defender a universidade pública, praticam depredações, ocupações abusivas e desperdício do dinheiro público.

Liberdade acadêmica não significa licença para destruir patrimônio coletivo. Divergência política não justifica vandalismo. O reitor precisa de autoridade, planejamento, indicadores de desempenho e coragem para enfrentar resistências.

Que fique claro – Universidade pública não pertence a partidos, sindicatos ou corporações. Pertence à sociedade brasileira, que paga a conta!

ADM. DILVO VICENTE TIRLONI  PRESIDENTE

INFORMAÇÕES RELEVANTES

  1. A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) registrou três incêndios em um intervalo de oito dias. Eles aconteceram em 30 de setembro, 4 de outubro e 7 de outubro, em prédios de diferentes áreas do campus da Cidade Universitária, no Recife. A falta de manutenção esta evidente.
  2. Unidades federais componentes do Ministério da Educação. Onde será o próximo incêndio?
UNIDADES ORÇAMENTÁRIASQUANTIDADEEM REAIS
TABELA 01 – ADMINISTRAÇÃO DIRETA E FNDE2106.854.680.964
TABELA 02 – UNIDADES DIVERSAS46.037.102.316
TABELA 03 – HOSPITAIS3418.736.736.290
TABELA 04 – INSTITUTOS4228.256.353.166
TABELA 05 – FUNDAÇÕES UNIVERSITÁRIAS FEDERAIS2420.111.037.603
TABELA 06 – UNIVERSIDADES FEDERAIS4553.717.755.237
TOTAL – MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO151233.713.665.576

3. AUDITORIAS INDEPENDENTES — UMA URGÊNCIA NACIONA – As universidades públicas precisam, com urgência, de auditorias externas e independentes, abrangendo gestão financeira, manutenção predial, segurança, patrimônio, contratos e produtividade acadêmica. Autonomia universitária não significa ausência de fiscalização. São bilhões de reais dos contribuintes que exigem transparência, eficiência e responsabilidade pelos resultados.

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