URGÊNCIA DO PLANO MUNICIPAL DE GERENCIAMENTO COSTEIRO
Assim como o Plano Diretor é a bússola que orienta o crescimento urbano de uma cidade, o Plano Municipal de Gerenciamento Costeiro (PMGC) deveria ser o norte para as decisões que envolvem nossa orla marítima. Em uma cidade-ilha como Florianópolis, cercada por mar e profundamente ligada à economia do turismo, à pesca e à cultura náutica, não faz sentido que ainda operemos sem esse instrumento estruturante, previsto na legislação federal desde 1988.
O evento promovido em 21/06/2025 pelo movimento Floripa Sustentável — uma das mais respeitadas entidades do terceiro setor — reacendeu esse debate fundamental. A omissão histórica em implementar o PMGC compromete o desenvolvimento ordenado da cidade, gera insegurança jurídica para investidores e intensifica conflitos com órgãos ambientais. Marinas, atracadouros, fazendas marinhas e demais empreendimentos costeiros sofrem com a ausência de regras claras e estáveis.
É urgente que a Prefeitura, Câmara de Vereadores, SPU, Ministério Público, Marinha e sociedade civil organizada se unam, sob a liderança técnica de especialistas, para criar uma estrutura jurídico-administrativa capaz de coordenar essa política — seja na forma secretaria ou comissão especial junto do IPUF. O caminho está dado, o Plano Nacional e o Decreto Federal 5.300/2004 já traçam diretrizes e instrumentos necessários.
Com um PMGC ativo, poderemos implantar o Zoneamento Ecológico-Econômico Costeiro (ZEEC), o Plano de Gestão da Zona Costeira (PROGESTÃO AMBIENTAL), o Sistema de Informações (SIMGERCO), o Sistema de Monitoramento (SIMA) e o Relatório de Qualidade Ambiental (REQUA). Esse “Plano Diretor do Mar” poderá ser incorporado ao Plano Diretor Urbano, garantindo coerência e integração entre o uso do solo urbano e os espaços marinhos.
A ausência de planejamento na orla de Florianópolis não é mais admissível. Precisamos transformar nossa relação com o mar — de improviso e omissão para gestão estratégica e sustentável. A cidade exige isso. As futuras gerações merecem isso. O momento é agora.
INFORMAÇÕES RELEVANTES
- GOVERNANÇA CORPORATIVA

2. MAPA DAS LOCAÇÕES DE ATRACADOUROS (transporte e pescadores) ao longo da costa inclusive onde poderia ser localizado o futuro Porto Turistico com atracadouros transatlânticos. Estudos preliminares indicam pelo menos 21 locais para terminais náuticos. O transporte marítimo depende destes instrumentos.
3. INSTRUMENTOS LEGAIS
LEIS FEDERAIS
Lei nº 7.661/1988
Institui o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro (PNGC)
Estabelece as bases legais para o ordenamento da zona costeira brasileira.
Define a zona costeira como patrimônio nacional e área prioritária para o planejamento ambiental.
Decreto nº 5.300/2004
Regulamenta a Lei nº 7.661/1988
Detalha os instrumentos do PNGC, como o ZEEC, SIMGERCO, SIMA, REQUA e PROGESTÃO.
Define competências de União, Estados e Municípios na gestão costeira.
Lei nº 12.651/2012 (Código Florestal)
Estabelece diretrizes sobre áreas de preservação permanente (APPs) em zonas costeiras, como restingas, manguezais e dunas.
Lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais)
Define sanções penais e administrativas para condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, inclusive em áreas costeiras.
Lei nº 13.240/2015
Dispõe sobre a administração e alienação de imóveis da União, incluindo os terrenos de marinha, fundamentais para ordenamento da orla.
Lei nº 6.938/1981 (Política Nacional do Meio Ambiente)
Define o zoneamento ambiental e o licenciamento como instrumentos da política ambiental, aplicáveis à zona costeira.
Lei nº 11.977/2009 (Programa Minha Casa Minha Vida)
Embora voltada à habitação, influencia o ordenamento urbano em áreas costeiras, especialmente em municípios litorâneos.
LEGISLAÇÃO ESTADUAL (SANTA CATARINA)
Decreto Estadual nº 2.663/2001 (SC)
Institui o Plano Estadual de Gerenciamento Costeiro (PEGC) em Santa Catarina.
Adota o Zoneamento Ecológico-Econômico Costeiro (ZEEC) como instrumento orientador da ocupação e uso do litoral catarinense.
Lei Estadual nº 14.675/2009 (Código Estadual do Meio Ambiente – SC)
Estabelece diretrizes para o uso sustentável dos recursos naturais em Santa Catarina, incluindo áreas costeiras e marinhas.
Resoluções CONSEMA (SC)
Regulamentam o licenciamento e o ordenamento ambiental em áreas costeiras no estado.
VERÃO FRUSTRADO – QUEDA TURISTAS ARGENTINOS E INFRAESTRUTURA PRECÁRIA – RECEITA DA TEMPORADA MEDÍOCRE – SEM PLANEJAMENTO E SEM INVESTIMENTO – COMO A CIDADE AFASTOU O TURISMO DE QUALIDADE
FLORIPA E CIDADES LITORÂNEAS – RESSACAS E DESTRUIÇÃO A TRAGÉDIA ANUNCIADA DO LITORAL – SEM QUEBRA-MAR, NÃO HÁ SALVAÇÃO – LITORAL CATARINENSE À BEIRA DO COLAPSO
CENTRALIDADES – QUEM É CONTRA A VERTICALIDADE É A FAVOR DO TRÂNSITO PARADO, AUSÊNCIA DE ESGOTO E DA CIDADE CARA – O AMBIENTALISMO DE FACHADA QUE EMPOBRECE FLORIANÓPOLIS – O MEDO DOS PRÉDIOS ALTOS PRODUZ FAVELAS
NINHOS DE FIOS – COMO A FIAÇÃO AÉREA DEFORMA A PAISAGEM URBANA DE FLORIANÓPOLIS – ENTRE ÁRVORES MUTILADAS E POSTES SATURADOS – O RETRATO DO ATRASO URBANO – A DESORDEM AÉREA QUE ENVERGONHA FLORIANÓPOLIS