VERÃO FRUSTRADO – QUEDA TURISTAS ARGENTINOS E INFRAESTRUTURA PRECÁRIA – RECEITA DA TEMPORADA MEDÍOCRE – SEM PLANEJAMENTO E SEM INVESTIMENTO – COMO A CIDADE AFASTOU O TURISMO DE QUALIDADE
PROJEÇÃO PARA DAQUI A 50 ANOS. AINDA DÁ TEMPO DE IMPLANTAR UM PROJETO COM ESTA DIMENSÃO.
O verão de 2026 em Florianópolis ficou marcado por um desempenho abaixo da média e muito aquém das expectativas anunciadas no ano anterior, quando se projetava a chegada de três milhões de turistas à capital. A realidade mostrou queda expressiva de visitantes argentinos.
Sem os argentinos, historicamente grandes consumidores no comércio e na gastronomia local, bares, restaurantes e locações de temporada operaram no limite, muitos relatando prejuízos. O aumento dos preços de aluguéis e serviços também contribuiu para afastar visitantes. Embora tenha havido crescimento de turistas brasileiros e de outros países da América Latina, esse novo perfil não compensou a ausência do público tradicional.
Fatores como a crise econômica no país vizinho e o câmbio desfavorável impactaram diretamente esse fluxo, no dizer das autoridades locais. Entretanto, para muitos, os argumentos são de outra natureza, diz respeito a nossa Segurança e Infraestrutura. (Preferiram Búzios, disse um amigo, local aprazível, seguro e com saneamento)
O Plano Diretor tem sido apontado como entrave ao desenvolvimento de um turismo de maior qualidade. No Norte da Ilha, distritos como Ingleses apresentam sérios problemas de infraestrutura e Serviços. Com mais de 80 mil habitantes, o bairro carece de praças, jardins e saneamento eficiente. O resultado são ruas esburacadas, calçadas danificadas, trânsito caótico e sensação constante de desorganização. Apesar da inauguração da ETE Ingleses em 2023, os investimentos em rede coletora são insuficientes, persiste no ar, a sensação de abandono, sujeira e risco à saúde pública.
Canasvieiras enfrenta dificuldades semelhantes. A ETE local não atende plenamente a demanda, o rio do Brás é um escárnio público, oferecendo um visual nitidamente, poluidor, e o centro ainda sofre com alagamentos e ausência de rede adequada. A verticalização é restrita, limitando novos investimentos. Cachoeira do Bom Jesus, embora um pouco mais estruturada, também sofre com pavimentação precária e intervenções mal executadas.
Em síntese, para atrair turistas de maior poder aquisitivo é necessário oferecer espaços urbanos qualificados. Urge a inserção de Planos Diretores Distritais, investimentos em infraestrutura e modernização, para evitar o enfrentamento de temporadas frustrantes e desempenho turístico medíocre.
INFORMAÇÕES RELEVANTES
- Divisão Geopolitica
A Região Norte é formada por 05 Distritos, cujos bairros oficiais a lei deverá definir. São eles:
1. Distrito Santo Antônio de Lisboa;
2. Distrito Canasvieiras (Centrinho de Canasvieiras, Rio do Braz, Vargem Pequena e Lamim)
3. Distrito Ratones;
4. Distrito Cachoeira do Bom Jesus (Ponta das Canas, Lagoinha do Norte (ou Lagoinha de Ponta das Canas), Região da SERTE)
5. Distrito Ingleses;
- ADOÇÃO DE PLANO DIRETOR DISTRITAL COM FOCO
Estas sugestões fazem sentido se a liberdade da verticalidade for conquistada. Atualmente, o Plano Diretor é um “dique” que represa investimentos.
Planejamento urbano e organização – Crescimento ordenado, limpeza urbana, sinalização adequada e espaços públicos agradáveis que valorizem a experiência do visitante. Infraestrutura de qualidade – Ruas bem pavimentadas, saneamento eficiente, transporte organizado e serviços públicos funcionando adequadamente. A infra estrutura é composta dos seguintes itens: energia e comunicações, habitação, saneamento, transportes (rodoviário, teleféricos e marítimo) e equipamentos comunitários (praças, jardins, monumentos). Projeto de remoção de favelas. Segurança pública – Baixos índices de criminalidade e presença efetiva de policiamento, garantindo tranquilidade para moradores e visitantes. A iniciativa aguarda as Operações Urbanas Consorciadas (OUC) previstas em no Plano Diretor. Pode-se fazer a requalificação urbana com investimentos privados. É inaceitável que a PMF não adote este instrumento urbanístico.
FLORIPA E CIDADES LITORÂNEAS – RESSACAS E DESTRUIÇÃO A TRAGÉDIA ANUNCIADA DO LITORAL – SEM QUEBRA-MAR, NÃO HÁ SALVAÇÃO – LITORAL CATARINENSE À BEIRA DO COLAPSO
CENTRALIDADES – QUEM É CONTRA A VERTICALIDADE É A FAVOR DO TRÂNSITO PARADO, AUSÊNCIA DE ESGOTO E DA CIDADE CARA – O AMBIENTALISMO DE FACHADA QUE EMPOBRECE FLORIANÓPOLIS – O MEDO DOS PRÉDIOS ALTOS PRODUZ FAVELAS
NINHOS DE FIOS – COMO A FIAÇÃO AÉREA DEFORMA A PAISAGEM URBANA DE FLORIANÓPOLIS – ENTRE ÁRVORES MUTILADAS E POSTES SATURADOS – O RETRATO DO ATRASO URBANO – A DESORDEM AÉREA QUE ENVERGONHA FLORIANÓPOLIS
RECONEXÃO COM O MAR E MOBILIDADE URBANA – FLORIANÓPOLIS PRECISA SAIR DO DISCURSO E ENTRAR NO PROJETO. TRANSPORTE AQUAVIÁRIO JÁ É REALIDADE NO MUNDO, ILHAS COMO VITÓRIA/ES E SINGAPURA, ADOTAM COM SUCESSO. ENQUANTO O MUNDO NAVEGA, FLORIANÓPOLIS AFUNDA NO TRÂNSITO