VERTICALIZAÇÃO RIQUEZA, EMPREGOS E QUALIDADE DE VIDA
A VERTICALIDADE NÃO POLUI. HÁ TECNICAS MODERNAS DE TRATAMENTOS DOS EFLUENTESN, DENTRO DO PRÓPRIO EDIFÍCIO.
Singapura, uma ilha do tamanho de Florianópolis, é um exemplo emblemático de como a verticalização pode transformar a realidade de uma cidade. Por lá, erguer edifícios de 80 a 100 andares não foi ameaça, mas solução. Resultado, 60% do meio ambiente preservado, uma das economias mais ricas do mundo e população com alto índice de satisfação. Há seis décadas, porém, a história era outra — poluição, criminalidade e caos urbano. Um governo firme abriu a cidade aos investimentos, organizou o território e apostou no crescimento vertical. Hoje, Singapura figura entre os melhores lugares do planeta para viver.
Já em Floripa, ainda convivemos com problemas típicos de regiões subdesenvolvidas. Nosso Plano Diretor, restritivo, impede a verticalização sob argumentos ultrapassados, falta de transporte e saneamento adequados. No último sábado (09/08/2025), moradores do Sul da Ilha protestaram contra prédios de até 12 andares, repetindo o discurso de que o adensamento é inviável. Essa visão ignora o fato de que a verticalização não é inimiga da infraestrutura — ao contrário, ela a impulsiona.
Basta observar o exemplo do bairro Kobrasol, em São José. Quando a legislação permitiu prédios de até 25 andares, críticos anunciaram o colapso. O que se viu foi exatamente o oposto, surgimento de um bairro próspero, repleto de serviços, com comércio forte e onde muitos dispensam o carro, pois tudo está a poucos passos. A valorização imobiliária gerou riqueza, aumentou a arrecadação municipal e trouxe mais opções de moradia.
A verticalização é um motor de desenvolvimento. Ao concentrar a população em áreas planejadas, otimiza-se o uso da terra, preservam-se áreas verdes, gera-se mais receita para investir em transporte, saneamento e serviços públicos. Cada novo edifício movimenta a economia com empregos diretos e indiretos na construção civil, comércio, serviços e turismo.
Florianópolis precisa enxergar que o crescimento ordenado e vertical é caminho para gerar prosperidade, ampliar oportunidades e elevar a qualidade de vida. Onde há verticalização bem planejada, há bairros vivos, seguros e sustentáveis. Resistir a esse avanço é condenar a cidade a repetir velhos problemas, quando a solução está justamente em crescer para cima, preservando o que temos de mais valioso e promovendo uma vida urbana mais rica e integrada.
ADM. DILVO VICENTE TIRLONI
- SINGAPURA – População – 6,037 milhões (2024), PIB per capita US$90.000 (2024), Área, 735,7 km², densidade demográfica, 8.205ha, 10 vezes Floripa.
- FLORIANOPOLIS – População – 576.361 (2024), PIB per capita [2021] US$8,500, Área, 674,844 km2 densidade demográfica 796,05 ha.
- ÁREA – Proporção Singapura/Florianopolis – 735,7/674,8 = 1,09 ou seja, 9% maior.
- DENSIDADE DEMOGRÁFICA – Proporção Singapura/Florianopolis 8.205/796,05 = 10,3 VEZES
- PROPORÇÃO PIB – US$90.000/8,500 = 10,58 VEZES
- Camboriu, Itapema, Porto Belo já embarcaram no trem da riqueza. Florianópolis, patina.
VERÃO FRUSTRADO – QUEDA TURISTAS ARGENTINOS E INFRAESTRUTURA PRECÁRIA – RECEITA DA TEMPORADA MEDÍOCRE – SEM PLANEJAMENTO E SEM INVESTIMENTO – COMO A CIDADE AFASTOU O TURISMO DE QUALIDADE
FLORIPA E CIDADES LITORÂNEAS – RESSACAS E DESTRUIÇÃO A TRAGÉDIA ANUNCIADA DO LITORAL – SEM QUEBRA-MAR, NÃO HÁ SALVAÇÃO – LITORAL CATARINENSE À BEIRA DO COLAPSO
CENTRALIDADES – QUEM É CONTRA A VERTICALIDADE É A FAVOR DO TRÂNSITO PARADO, AUSÊNCIA DE ESGOTO E DA CIDADE CARA – O AMBIENTALISMO DE FACHADA QUE EMPOBRECE FLORIANÓPOLIS – O MEDO DOS PRÉDIOS ALTOS PRODUZ FAVELAS
NINHOS DE FIOS – COMO A FIAÇÃO AÉREA DEFORMA A PAISAGEM URBANA DE FLORIANÓPOLIS – ENTRE ÁRVORES MUTILADAS E POSTES SATURADOS – O RETRATO DO ATRASO URBANO – A DESORDEM AÉREA QUE ENVERGONHA FLORIANÓPOLIS