VIA EXPRESSA ESGOTADA – FLORIPA PRESA NO GARGALO – FUTURO DO ACESSO À ILHA DEPENDE DE NOVAS CONEXÕES COM O CONTINENTE – PONTES, TÚNEIS,TELEFÉRICOS E MAR

A Via Expressa foi inaugurada na década de 1990 (35 anos) pensando em resolver o acesso à Ilha de Santa Catarina. Naquela época, o volume de veículos era de cerca de 25 mil ao dia. Com o crescimento populacional e urbanístico da região e o aumento da dependência do transporte individual, o fluxo saltou para impressionantes 200 mil veículos por dia — um aumento de dez vezes.

O resultado não poderia ser diferente, congestionamentos crônicos, especialmente nos horários de pico, transformaram a Via Expressa em gargalo permanente. Mesmo com a adição de uma terceira faixa, a saturação persiste. A configuração urbana da ilha — estreita, longa e com vias principais concentradas — agrava o problema, quando um nó viário trava, toda a mobilidade da cidade sofre.

Para enfrentar essa crise, é urgente repensar o modelo de acesso à ilha. Transporte marítimo com balsas — com linhas regulares de ferry para veículos e pedestres — seria um alívio. Experiências nacionais como Vitória/ES e Rio de Janeiro mostram que há boas alternativas operacionais e eficazes.

Em Vitória, uma Ilha como Floripa, o chamado Aquaviário de Vitória foi reativado recentemente, com linhas que conectam pontos como Vila Velha, Vitória e Cariacica. As estações de embarque e desembarque contam com infraestrutura acessível, integração com o sistema de ônibus (via bilhetagem unificada), e uso de embarcações modernas – algumas com dois andares, espaço para bicicletas, ar-condicionado e acessibilidade. No Rio de Janeiro, o transporte aquaviário também tem papel histórico e atual na mobilidade urbana e metropolitana. Para Florianópolis, essas alternativas poderiam se traduzir em boas soluções, incluindo o inovador Sisteli — teleféricos urbanos.

Em resumo, continuar privilegiando a expansão de faixas para automóveis é apostar numa solução temporária e pouco sustentável. Florianópolis precisa encarar a mobilidade como parte de um sistema multimodal — combinando rodovias, mar, infraestrutura moderna e transporte público eficiente — para, de fato, resolver seu problema estrutural de acesso à ilha.

ADM. DILVO VICENTE TIRLONI – PRESIDENTE

INFORMAÇÕES RELEVANTES

  • Em 1990 passavam pela Via Expressa, 25.000 veículos, hoje são 200 mil, 10 vezes mais. Um simples abalroamento pode parar a cidade. A frota de veículos na RM é de aproximadamente, 500.000 unidades. Durante a temporada de verão, o tráfego pode até dobrar. 
  • Alternativas de Investimento – Marítimo (ferryboat); aéreo através de teleféricos, terrestres (pontes, túneis). Urge que o Poder Concedente abraçe os projetos e atraia a iniciativa privada. Há investidores dispostos a fazer os investimentos.
  • Projeto Sisteli – Sistema de Teleféricos da RM, foi um projeto concebido no inicio dos anos 2000 com larga repercussão à época. Depois foi abandonado. Presumo, que os investidores de 2007 quando o projeto foi concebido, mantenham o interesse nos investimentos.

Deixe seu comentário