SUL MARAVILHA – UM POTENCIAL CONTIDO PELO PLANO DIRETOR

O SUL DA ILHA PRECISA SER INSERIDO NO CRESCIMENTO ECONÔMICO. VERTICALIDADE COM PROTEÇÃO FORMULA DA RIQUEZA.

A Região Sul da Ilha, conhecida como Sul Maravilha, abrange os distritos do Ribeirão da Ilha (10.672 habitantes), Pântano do Sul (9.192 habitantes), Campeche (45.907 habitantes) e Tapera da Base (23.955 habitantes). Trata-se de um território dotado de atrativos naturais extraordinários, um hospital Dia/Noite e ainda o moderno Aeroporto Internacional Hercílio Luz, fatores que, por si só, já deveriam impulsionar a economia local a patamares mais elevados.

Contudo, excetuando alguns bolsões de valorização, especialmente no Campeche, a região ainda ostenta renda média abaixo do desejável. O crescimento econômico permanece contido, não por falta de oportunidades ou potencial, mas sim pela excessiva rigidez do Plano Diretor, que rejeita a verticalidade como instrumento legítimo de desenvolvimento urbano.

De acordo com a Lei Complementar nº 482/2014 e sua revisão mais recente (LC nº 739/2023), o zoneamento estabelece um gabarito máximo de apenas dois pavimentos em praticamente toda a região, com possibilidade de chegar a quatro pavimentos apenas no Campeche, por meio de acréscimos como pilotis e ático. Nos demais distritos, a limitação a dois andares impera de forma absoluta. É um modelo que engessa investimentos, dificulta a atração de capital e limita a geração de empregos.

Enquanto cidades como Dubai, Singapura, Balneário Camboriú, Itapema e até Porto Belo se expandem pela liberdade concedida à verticalização — sem abrir mão da preservação ambiental — Florianópolis segue atada a um cipoal de restrições ininteligíveis. Argumentos de que a mobilidade ou o saneamento inviabilizam o crescimento não se sustentam diante da realidade de que a verticalidade não polui, pelo contrário, organiza melhor o espaço urbano e aumenta a densidade sem ampliar a ocupação horizontal desenfreada.

É urgente que as autoridades municipais compreendam o impasse em que se encontra a Região Sul da Ilha. O atual Plano Diretor, mesmo após a revisão de 2023, segue marcado por um espírito retrógrado que sufoca a construção civil, nega empregos e condena famílias à “meia riqueza”. É hora de substituir essa legislação ultrapassada por um novo Plano Diretor libertador, capaz de conciliar preservação ambiental e desenvolvimento econômico, permitindo que o Sul Maravilha realize todo o seu potencial.

ADM. DILVO VICENTE TIRLONI PRESIDENTE

INFORMAÇÕES RELEVANTES

Art. 341-B (PD) O município de Florianópolis fica subdividido de forma administrativa e geográfica de acordo com a seguinte hierarquia:

I – regiões: estabelecidas por meio da congregação de fatores físico-territoriais, demográficos, urbanísticos, econômicos e político-administrativos, assim dispostas:

a) Região Central – 04 DISTRITOS
b) Região Continental – 02 DISTRITOS
c) Região Norte da Ilha – 05 DISTRITOS
d) Região Sul da Ilha – 04 DISTRITOS
e) Região Leste da Ilha – 03 DISTRITOS
TOTAL: 18 DISTRITOS (DEZENAS DE BAIRROS)

II – Exceto a Região Central e Continental, todos contam com restrições absurdas. Já contamos com 60 favelas, algumas recentes, TODAS FRUTO DAS LIMITAÇÕES IMPOSTAS PELO PLANO DIRETOR. Vale registrar que “alguns setores da cidades e as forças do atraso”, convivem bem com o uso precário das habitações.

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