PENITENCIÁRIA DA AGRONÔMICA PASSADO DE SOFRIMENTO RUMO A UM FUTURO DE INCERTEZAS URBANAS –
IMAGEM FUTURISTA DA ATUAL PENITENCIARIA DA TRINDADE
Senhor Governador, Senhor Prefeito,
Situada no coração da Trindade, a Penitenciária da Agronômica caminha para sua desativação, abrindo espaço para um debate que, embora necessário, tem sido conduzido por premissas questionáveis. Surge, com força, a proposta de transformar o local em uma “Cidade da Cultura”, revestida de um discurso sedutor, porém distante da realidade das necessidades urbanas e econômicas da cidade. A ideia de preservar o complexo como patrimônio histórico ignora o fato de que sua história está marcada por sofrimento, violência e degradação humana, e não por valores culturais que mereçam ser celebrados.
Ao longo de quase um século, desde sua construção na década de 1930, a penitenciária acumulou não apenas desgaste físico — com estruturas comprometidas, sistemas hidráulicos precários e instalações obsoletas —, mas também um legado simbólico negativo – dor, medo e insegurança. Transformar esse espaço em um centro cultural não apenas distorce sua história, como também representa um uso ineficiente de uma área estratégica da cidade.
Diante disso, impõe-se uma alternativa mais racional e alinhada ao interesse público, a permuta dos cerca de 175/400 mil metros quadrados por áreas destinadas à construção de novas unidades prisionais em regiões mais adequadas. Essa medida permitiria a criação de até 9 mil vagas no sistema carcerário, com investimentos estimados em R$ 1,4 bilhão, contribuindo efetivamente para enfrentar um dos maiores desafios da segurança pública.
No lugar do antigo complexo, deve-se pensar grande. A área oferece uma oportunidade única para a implantação de um projeto urbano moderno, integrado e funcional. Um PLANO DIRETOR específico poderia contemplar equipamentos públicos essenciais, como UPA, delegacia, Ministério Público, creches, além de áreas comerciais, serviços e habitação. Mais do que isso, é possível criar um ambiente urbano humanizado, com espaços verdes, calçadas amplas, áreas de convivência e infraestrutura que promova educação e sustentabilidade.
A cidade não pode se dar ao luxo de decisões baseadas em simbolismos vazios. É preciso transformar um espaço marcado pelo passado em um vetor de futuro, com planejamento, eficiência e foco nas reais demandas da sociedade.
ADM. DILVO VICENTE TIRLONI PRESIDENTE
INFORMAÇÕES RELEVANTES
- A Penitenciária da Pedra Grande, popularmente conhecida como Penitenciária da Agronômica ou da Trindade, em Florianópolis, foi inaugurada oficialmente no dia 21 de setembro de 1930, instituída pela Lei nº 1.547 de 21 de outubro de 1926.
- O terreno da atual Penitenciária de Florianópolis, possui aproximadamente 174.762,85, (ou cerca de 17,5 hectares) equivalentes a 17 campos de futebol. Há outras estimativas que se aproximam de 40 hectares. Há ao seu redor lado do morro, ocupações irregulares que poderão fazer parte do projeto do Plano Diretor.
- Este tema não é para amadores. O Governo pode e deve buscar inspiração na sociedade mas, a racionalidade vai recomendar um Plano Diretor Específico recepcionando as sugestões dos diferentes segmentos sociais. Quando pronto submeter novamente, a apreciação popular. O modelo é o mesmo aplicado à permuta do velho estádio do AVAI pelo Shopping Beira Mar. O governo não gasta nada, a iniciativa privada cumpre com o contratado. A CIDADE DA CULTURA, não passa de um remendo construtivo, um projeto “meia sola” caro e indesejável.
6X1 – O RETROCESSO TRAVESTIDO DE JUSTIÇA SOCIAL – QUANDO A BOA INTENÇÃO ENGESSA A ECONOMIA – TRABALHAR MENOS, CRESCER MENOS
O ROMBO ESCONDIDO DA CASAN – BILHÕES ENTRAM, MAS NÃO VIRAM INVESTIMENTO – O LUCRO QUE NASCE DAS TARIFAS EXTORSIVAS, NÃO DAS APLICAÇÕES – PARA ONDE FOI R$ 1 BILHÃO – ALEGRIA DOS BANCOS.
CASAN – LUCRO OU ILUSÃO – A CONTA BILIONÁRIA CAI NO COLO DO CONSUMIDOR – TARIFAS ABUSIVAS, DÍVIDA EXPLOSIVA,JUROS, E UM LUCRO QUE NÃO CONVENCE.
BRASIL SEM RUMO – CLT OBSOLETA, CIPOAL TRIBUTÁRIO E A URGÊNCIA DE UM PROJETO DE PAÍS – LEGISLAÇÃO ULTRAPASSADA E AUSÊNCIA DE VISÃO DE FUTURO – DESATANDO OS NÓS DO BRASIL