LIXO  ZERO  EM FLORIPA – LIMPEZA, RECICLAGEM E CIDADANIA  –  UMA CIDADE QUE TRANSFORMA RESÍDUOS EM SOLUÇÃO

GERAÇÃO DE ENERGIA GÁS – Segundo estudos da UFSC, considerando consumo médio residencial entre 150kWh mensais, o aterro poderia gerar energia para atender 25,2 mil residências

Florianópolis construiu um dos sistemas mais avançados de gestão de resíduos do Brasil e se tornou referência sul-americana na estratégia “Lixo Zero”. Trata-se de um programa de grande aceitação popular, pois aproxima o cidadão de uma causa prática, reduzir desperdícios, preservar praias, rios, manguezais e evitar que materiais reaproveitáveis terminem no aterro sanitário.

O projeto ganhou força graças ao envolvimento contínuo de autoridades municipais, equipes técnicas, servidores da COMCAP, cooperativas de reciclagem, empresas contratadas e ambientalistas comprometidos com a cidade. Entre eles, merece destaque o engenheiro ambientalista Rodrigo Sabatini, Presidente do Instituto Lixo Zero Brasil, reconhecido como incansável agente do bem-estar urbano e defensor de soluções modernas para o manejo dos resíduos. Desde o início, iniciativas dessa natureza encontraram acolhimento institucional e mantêm, ainda hoje, a mesma determinação em aperfeiçoar o sistema.

A operação começa nas residências, onde o morador deve separar orgânicos, recicláveis secos, vidro e rejeitos. Restos de alimentos e podas podem seguir para compostagem; papel, plástico, metal e embalagens limpas são recolhidos pela coleta seletiva; o vidro possui Pontos de Entrega Voluntária específicos; e apenas os rejeitos seguem para a coleta convencional.

A COMCAP continua como peça central da estrutura, com caminhões compactadores, caminhões-baú e veículos menores para ruas estreitas, morros e comunidades de difícil acesso. O serviço é complementado por empresas privadas contratadas, como a Forte Amazonas, que atende importantes regiões da cidade e reforça a capacidade operacional.

Os rejeitos são levados a uma central de transbordo e, depois, transportados por carretas ao aterro sanitário em Biguaçu. Já os recicláveis seguem para cooperativas e associações de catadores, onde são triados, enfardados e reinseridos na cadeia produtiva, gerando renda para numerosas famílias.

Ecopontos completam essa rede ao receber móveis, eletrodomésticos, pequenos volumes de entulho, podas e resíduos eletrônicos. O sucesso de Florianópolis decorre dessa união entre poder público, iniciativa privada, cooperativas e população. Quanto maior for a separação correta na origem, menor será o custo público, maior a reciclagem e mais limpa será a cidade.

Cabe destacar que Florianópolis ganhou destaque internacional (30 de março de 2026, durante o Dia Internacional do Resíduo Zero) ao ser selecionada pela ONU entre 20 cidades líderes mundiais em “Resíduo Zero”. O reconhecimento valoriza políticas de reciclagem, compostagem, Ecopontos, cooperativas de catadores e redução do envio de resíduos ao aterro.

ADM. DILVO VICENTE TIRLONI – PRESIDENTE

INFORMAÇÃO RELEVANTE

1. ESTRUTURA DA  GESTÃO DE RESÍDUOS

  • Coleta Convencional – destinada aos rejeitos, isto é, materiais sem possibilidade de reaproveitamento. Após o recolhimento, seguem para o aterro sanitário localizado em Biguaçu.
  • Coleta Seletiva – recolhe papel, plástico, metal, vidro e outros materiais secos e limpos. Esses resíduos são encaminhados às sete cooperativas credenciadas, fortalecendo a reciclagem e gerando renda para mais de 200 famílias.
  • Ecopontos – a cidade dispõe de nove unidades que recebem gratuitamente até um metro cúbico de pequenos entulhos de obras, móveis, podas, eletrodomésticos, resíduos eletrônicos e materiais recicláveis.
  • Pontos de Entrega Voluntária — PEVs – distribuídos em diversos locais, recebem materiais que exigem destinação específica, como vidro e isopor. Assim, evitam acidentes, reduzem o descarte irregular e permitem que esses materiais retornem à cadeia produtiva.

2. FROTA COLETORA

COMCAP – dispõe, em tese, de cerca de 43 caminhões compactadores, 10 caminhões-baú e veículos menores para morros e áreas de acesso difícil. Para manter a operação, a Prefeitura também recorre ao aluguel de aproximadamente 26 caminhões.

RACLI opera em Florianópolis com frota própria destinada às rotas contratadas de coleta convencional no Norte da Ilha, Centro e Continente. Embora a empresa possua mais de 230 veículos em sua frota total, não há divulgação pública consolidada do número exato de caminhões alocados diariamente na Capital

3. QUANTIDADE DIÁRIA COLETADA

Em Florianópolis, a coleta de resíduos gira, em média, entre 600 e 700 toneladas diárias, incluindo lixo domiciliar convencional e materiais destinados à reciclagem. Esse volume representa aproximadamente 18 mil a 21 mil toneladas por mês. Durante a temporada de verão, a quantidade pode aumentar significativamente em razão do fluxo turístico e da maior população presente na cidade. Em 2024, RACLI, foi a  vencedora de nova licitação com preço de R$ 189,00 por tonelada.

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