CASAN E MANGUEZAIS
O Parque Natural Municipal do Manguezal do Itacorubi, em Florianópolis, é uma das maiores áreas de conservação urbana do mundo e ocupa posição de destaque no Brasil, ficando atrás apenas do Manguezal do Recife. Com 180 hectares, abriga uma rica biodiversidade, incluindo várias espécies de animais e florestas abundantes. Os rios Sertão e Itacorubi deságuam nesse ecossistema, que, embora essencial, enfrenta grandes desafios devido à ação humana.
O entorno do manguezal é densamente urbanizado, com ocupações importantes como a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o Shopping Vila Romana, a Penitenciária Estadual, o Centro Integrado de Cultura (CIC), a Avenida da Saudade e suas 03 pontes, além de diversas unidades comerciais e serviços.
A qualidade da água dos rios Sertão e Itacorubi tem sido uma preocupação crescente, uma vez que a poluição gerada pela urbanização, o desperdício de esgoto doméstico e atividades semi-industriais comprometem não apenas os cursos d’água, mas todo o ecossistema do manguezal. Testes realizados por especialistas apontam níveis elevados de coliformes fecais, presença de esgoto in natura e substâncias tóxicas, que afetam diretamente a fauna aquática e a flora do mangue.
Estes problemas citados são recorrentes nos outros 05 manguezais da cidade: o Manguezal de Ratones, o Manguezal do Saco Grande, (que formam a Estação Ecológica dos Carijós, 619 ha) o Manguezal do Rio Tavares e o Manguezal da Tapera. Floram, Fatma e Ibama são os órgãos responsáveis pelo monitoramento, mas, a FLORAM como agente municipal deveria disponibilizar em seu portal mais informações pertinentes à qualidade dos rios que abastecem estes espaços.
Segundo o Instituto Trata Brasil, o Estado de SC é um dos piores Estados em serviços sanitários e demandaria pelo menos 20 bilhões até 2033, para a universalização dos serviços. Segundo o quadro dos Investimentos do contrato entre CASAN e Floripa, em valores corrigidos, seriam necessários pelo menos 3,5 bilhões. Nada disso vem acontecendo precisamente porque a ESTATAL endividada e sem recursos próprios, não consegue fazer os investimentos requeridos.
O Prefeito Topázio sabe destes problemas, já noticiou a Estatal destas iniquidades. É incompreensível que o Governo do Estado se preocupe em “salvar” a CASAN e rejeite os investidores privados para resolver os problemas da Região Metropolitana.
ADM. DILVO VICENTE TIRLONI PRESIDENTE
Nota: Há dezenas de concessões de saneamento em andamento no Brasil. O BNDES lidera várias delas. A RM da Grande Maceio, formada por 13 municipios, 1,5 milhão de habitantes, concessionou os serviços de coleta e tratamento de esgoto, levantou 4,5 bilhões de reais na operação. A Grande Florianópolis, mais rica, seguramente, levantaria muito mais.
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