CASAN: ENDIVIDAMENTO COMPROMETEDOR
O sistema de saneamento básico exige investimentos contínuos e vultosos, especialmente em Estações de Tratamento de Água (ETA), de Esgoto (ETE) e em redes de distribuição. São obras complexas, de longo prazo e com alto custo — frequentemente ultrapassando bilhões em regiões metropolitanas como a Grande Florianópolis.
Diante da escassez de recursos próprios e da ausência sistemática de aportes por parte do Estado, a CASAN recorreu ao endividamento. Mas o modelo adotado é insustentável: 50% da dívida da empresa está ancorada em debêntures — instrumentos de curto prazo, caros e inadequados para o tipo de operação da companhia. Apenas 1/3 do endividamento, cerca de R$ 1,09 bilhão, está vinculado a financiamentos estruturados e de longo prazo com agências multilaterais.
Enquanto isso, os 194 municípios atendidos seguem exigindo investimentos. Alguns, como Chapecó e Concórdia, enfrentam o colapso. Já na Microrregião de Florianópolis, formada por 9 municípios (3 com SAMAE e 6 dependentes da CASAN), a crise é escancarada: os relatórios do IMA apontam dezenas de pontos impróprios para banho e degradação ambiental crescente.
E os números confirmam o desequilíbrio:
Endividamento total: R$ 3,16 bilhões
- Operações internacionais: R$ 1,09 bi
- Operações nacionais: R$ 2,07 bi
Floripa carrega o sistema nas costas gerando receitas de 596,5 milhões para a Estatal (2.15 bilhões). Apesar de gerar a maior receita, os Investimentos são pífios, obras inacabadas, paralisadas, em várias partes do município. Isso contraria a legislação federal, que exige aplicação local da tarifa arrecadada.
Pior: parte desse endividamento tem sido usada para cobrir despesas correntes — como folha de pagamento e contratos — e não em infraestrutura.
Conclusão: Sem um novo modelo de gestão, a situação tende a piorar. A concessão regional dos serviços é o único caminho viável. Estados como Alagoas, como a Região Metropolitana de Maceió, já deram esse passo — e colheram bilhões em investimentos. Surpreendentemente, Palhoça também buscou a concessão privada e vai colher bons frutos.
Santa Catarina não pode continuar sendo o “patinho feio” do saneamento brasileiro.
ADM. DILVO VICENTE TIRLONI – PRESIDENTE
QUADRO DO ENDIVIDAMENTO DA CASAN – 31/12/2024
| Fontes | 2022 | 2023 | 2024 |
| AFD – Francesa | 252.198 | 203.915 | 170.485 |
| JICA JAPONESA | 350.716 | 396.141 | 442.271 |
| FONPLATA | 0 | 0 | 477.947 |
| Subtotal internacional | 602.914 | 600.056 | 1.092.727 |
| CEF | 200.960 | 294.954 | 269.882 |
| DEBENTURES | 584.651 | 1.816.530 | 1.483.590 |
| Banco Safra | 52.688 | 33.053 | 3.939 |
| Banco ABC | 72.955 | 85.912 | 84.807 |
| Banco do Brasil | 47.314 | 183.661 | 227.650 |
| Banco Santander | 47.214 | 0 | 0 |
| Banco Votorantim | 50.598 | 0 | 0 |
| Subtotal nacional | 1.056.380 | 2.414.110 | 2.069.868 |
| Geral | 1.659.294 | 3.014.166 | 3.162.595 |
Vale ressaltar que em 2024 a Empresa conseguiu um financiamento salvador do FONPLATA e com isso amortizou alguns financiamentos anteriorres.
VERÃO FRUSTRADO – QUEDA TURISTAS ARGENTINOS E INFRAESTRUTURA PRECÁRIA – RECEITA DA TEMPORADA MEDÍOCRE – SEM PLANEJAMENTO E SEM INVESTIMENTO – COMO A CIDADE AFASTOU O TURISMO DE QUALIDADE
FLORIPA E CIDADES LITORÂNEAS – RESSACAS E DESTRUIÇÃO A TRAGÉDIA ANUNCIADA DO LITORAL – SEM QUEBRA-MAR, NÃO HÁ SALVAÇÃO – LITORAL CATARINENSE À BEIRA DO COLAPSO
CENTRALIDADES – QUEM É CONTRA A VERTICALIDADE É A FAVOR DO TRÂNSITO PARADO, AUSÊNCIA DE ESGOTO E DA CIDADE CARA – O AMBIENTALISMO DE FACHADA QUE EMPOBRECE FLORIANÓPOLIS – O MEDO DOS PRÉDIOS ALTOS PRODUZ FAVELAS
NINHOS DE FIOS – COMO A FIAÇÃO AÉREA DEFORMA A PAISAGEM URBANA DE FLORIANÓPOLIS – ENTRE ÁRVORES MUTILADAS E POSTES SATURADOS – O RETRATO DO ATRASO URBANO – A DESORDEM AÉREA QUE ENVERGONHA FLORIANÓPOLIS