MERCADO PÚBLICO DE FLORIANÓPOLIS – PATRIMÔNIO QUE PRECISA DE UM NOVO MODELO DE GESTÃO
O Mercado Público de Florianópolis é um dos símbolos mais tradicionais da cidade, onde moradores e turistas se encontram diariamente. Tombado como patrimônio histórico, abriga uma variedade de produtos típicos — de frutos do mar frescos a artesanatos locais — e é um ponto de efervescência cultural. No verão, milhares de pessoas circulam por ali, movimentando a economia e reforçando seu papel turístico e social. No entanto, apesar de seu valor histórico e comercial, o mercado sofre com a falta de investimentos para sua modernização e conservação.
Atualmente, os espaços do mercado são explorados por terceiros mediante concessão onerosa de uso, por meio de licitação. Os contratos firmados com os boxistas têm duração de 180 meses (15 anos), renováveis por igual período. No entanto, por ser uma concessão comum — conforme previsto na Lei 8.987/1995 — os investimentos estruturais e de manutenção permanecem sob responsabilidade da Prefeitura Municipal de Florianópolis (PMF).
Essa estrutura tem se mostrado ineficaz para garantir a revitalização que o espaço exige. Como solução, a PMF poderia reformular o modelo de remuneração, propondo aos boxistas uma participação proporcional sobre o faturamento, em troca de ampliação do prazo de concessão. Tal modelo garantiria recursos contínuos para melhorias, com impacto mais leve sobre os permissionários — que, em sua maioria, têm negócios lucrativos e ficariam ainda melhores.
A experiência de São Paulo, por exemplo, mostra um caminho alternativo, lá, o Mercado Municipal foi concedido por 25 anos ao consórcio Mercado SP, com responsabilidade total pela gestão, restauração e exploração comercial do espaço, incluindo um aporte previsto de R$ 371 milhões.
Florianópolis merece um mercado à altura de sua importância cultural e turística. NOVOS APORTES DE CAPITAL como proposto — voltados a uma infraestrutura mais estratégica e moderna — pode garantir um espaço mais acolhedor, sustentável e rentável. A capital catarinense tem tudo para transformar seu mercado em um exemplo nacional, bastando ousar em sua gestão. Hoje, não passa de um barracão, mais parecido com um depósitos de produtos de feira livre, ausentes os instrumentos de convencimento das modernas técnicas do livre mercado.
ADM. DILVO VICENTE TIRLONI – PRESIDENTE
Informação Relevante
- Em 26/06/2025 o teto retratil não resistiu a chuva intensa e inundou a parte interna do Mercado
- O aspecto estético das lojas do mercado é bastante questionável, evidenciando um descuido com a apresentação visual. A falta de harmonia e apelo estético compromete a experiência do consumidor.
- O Mercado Público Municipal de Florianópolis possui dois setores com boxes administrados por terceiros: Ala Norte: 79 boxes, Ala Sul: 39 boxes.
- Recentemente, a PMF anunciou que fará alguns investimentos.
VERÃO FRUSTRADO – QUEDA TURISTAS ARGENTINOS E INFRAESTRUTURA PRECÁRIA – RECEITA DA TEMPORADA MEDÍOCRE – SEM PLANEJAMENTO E SEM INVESTIMENTO – COMO A CIDADE AFASTOU O TURISMO DE QUALIDADE
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CENTRALIDADES – QUEM É CONTRA A VERTICALIDADE É A FAVOR DO TRÂNSITO PARADO, AUSÊNCIA DE ESGOTO E DA CIDADE CARA – O AMBIENTALISMO DE FACHADA QUE EMPOBRECE FLORIANÓPOLIS – O MEDO DOS PRÉDIOS ALTOS PRODUZ FAVELAS
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