ETE NÃO É SOLUÇÃO PARA FLORIANÓPOLIS – PROJETOS DESFIGURAM A PAISAGEM E FALHAM NO LONGO PRAZO

ESTE TROMBOLHO SANITÁRIO ESTA NO CORAÇÃO DA CIDADE. COMO ISTO FOI POSSÍVEL?

A insistência da CASAN em operar a partir de Estações de Tratamento Esgoto (ETE) revela uma cultura institucional presa ao passado. O brocardo popular “o cachimbo deixa a boca torta” cai como uma luva, há décadas a companhia repete a mesma fórmula, mesmo diante de alternativas mais eficazes e sustentáveis — como os emissários submarinos, utilizados com sucesso em Santos e Baixada Santista, desde 1979.

A capital catarinense, uma cidade-ilha de vocação turística, paga um alto preço estético e ambiental por essa escolha. A entrada de Florianópolis foi desfigurada com a instalação da ETE Insular, plantada na cabeceira da Ponte Pedro Ivo Campos, às margens da Baía Sul. Na Beira-Mar Norte, outro equipamento monumental fere a paisagem urbana, ofendendo a beleza natural que deveria ser protegida e valorizada.

Enquanto a Baixada Santista opera com cinco emissários submarinos — três em Praia Grande, um em Santos e um no Guarujá —, a Grande Florianópolis recebe investimentos milionários em mais ETEs. A nova planta de Potecas, em São José, custará R$ 270 milhões para tratar 600 L/s de esgoto. A pergunta que se impõe é, até quando vamos repetir esse modelo limitado e esteticamente agressivo?

Florianópolis abriga hoje cerca de 600 mil habitantes entre Ilha e Continente. A Região Metropolitana já ultrapassa 1,5 milhão de pessoas, número que deve dobrar nas próximas duas décadas. A pressão sobre os recursos naturais e a infraestrutura urbana exige visão de futuro — e ETEs não respondem a esse desafio.

Prova disso é o desastre ambiental na Lagoa da Conceição, em 2021, quando o rompimento de uma lagoa artificial de infiltração causou estragos ambientais e sociais e recentemente, estão ocorrendo problemas com a tubulação do coletor de esgoto, um projeto do século passado.

Planejar é fazer escolhas com base em evidências e responsabilidade. Persistir no erro é, além de teimosia, um desserviço público.

ADM. DILVO VICENT TIRLONI PRESIDENTE

Informações Relevantes

  1. O Brasil já opera mais de 20 emissários Submarinos com total segurança
  2. Custo de um Emissário submarino de porte médio é de R$250 a 300 milhões, mesmo valor de Potecas.
  3. A CASAN com base em argumentos de que a população do Campeche rejeita o Equipamento, sente-se confortável e adia os Investimentos, cujos recursos inexistem. A CASAN usa o poder judiciário a seu favor.

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