CONCESSÕES PÚBLICAS – O DESCASO COM OS CENTROS DE EVENTOS EM FLORIANÓPOLIS E A COMPARAÇÃO COM BALNEÁRIO CAMBORIÚ
É inadmissível que, em pleno 2025, dois dos mais estratégicos e consolidados centros de eventos públicos da Grande Florianópolis estejam em estado de abandono administrativo, aguardando há anos por decisões que já deveriam ter sido tomadas com base em modelos prontos e bem-sucedidos. A incompetência dos gestores responsáveis não apenas compromete o potencial turístico e econômico da região, como levanta suspeitas de favorecimentos, má gestão e interesses obscuros por trás da letargia.
O CentroSul, construído com base em um acordo datado de 1996, está em operação desde 1998, durante o Governo Sérgio Grando. O contrato inicial previa 25 anos, mas foi prorrogado sucessivas vezes, sem qualquer transparência ou contrapartida financeira ao município. Não há informações claras sobre pagamentos, estudos de viabilidade, impacto no turismo, retorno econômico ou prestação de contas. O próprio Tribunal de Contas do Estado (TCE)já questiona as renovações, exigindo respostas objetivas que até agora não vieram. Enquanto isso, empresas privadas seguem explorando um patrimônio público sem licitação atualizada ou retorno à sociedade.
No caso do Centro de Convenções Luiz Henrique da Silveira, inaugurado em 2015, custou 86 milhões, o cenário é igualmente desalentador. Apesar de sua localização estratégica em Canasvieiras — uma das regiões com maior fluxo turístico do estado — e da sua estrutura moderna, até hoje o espaço não foi concedido à iniciativa privada. Dez anos se passaram desde sua inauguração, mas a gestão segue travada na burocracia e nos anúncios vazios de estudos e roadshows. O que falta? Competência ou vontade política?
O contraste com Balneário Camboriú é gritante. Lá, o Centro de Eventos foi construído, licitado e hoje já rende de 5% a 10% do faturamento bruto aos cofres públicos. A concessão foi clara, objetiva, bem modelada e atrativa. Em vez de protelar, o município foi ágil e eficaz — e hoje colhe os frutos. Vele observar que o Centro é de propriedade da SANTUR.
Não faltam modelos de sucesso para seguir. O que falta é gestão de verdade. Chega de desculpas. Chega de empurrar decisões com a barriga. O setor de eventos, turismo e convenções precisa de ambientes funcionais, ativos e bem geridos — e o poder público precisa cumprir seu dever com responsabilidade e celeridade.
Conclamamos os gestores públicos a tomar providências imediatas. A demora em licitar, requalificar e conceder espaços públicos tão relevantes é uma afronta à inteligência coletiva e à economia catarinense. Os exemplos estão dados, os contratos existem, os modelos estão disponíveis. Não se trata de incapacidade técnica — trata-se de falta de coragem, transparência e comprometimento com o bem público.
ADM. DILVO VICENTE TIRLONI PRESIDENTE
Informação relevante – Quais as razões para que oo Centro de Eventos de Camboriu que pertence à SANTUR foi concessionado rapidamente, e o Centro LHS, leva tanto tempo?
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