MPSC ALIADO DO ATRASO
É incompreensível que, em pleno 2025, a Justiça, instigada pelo Ministério Público, tente barrar a demolição da velha rodoviária de Florianópolis — um prédio abandonado, sem valor histórico, cultural ou arquitetônico relevante, que emporcalha um ponto nobre da cidade. Construído na década de 1950 e desativado há mais de 40 anos, o imóvel já serviu de abrigo para o comércio informal, enfrentou problemas judiciais e foi alvo de investigações. Hoje, é um elefante branco que envergonha qualquer projeto de cidade moderna.
A decisão de suspender a demolição sob alegações genéricas de “impacto urbanístico, social e cultural” afronta a inteligência coletiva. Consultar o Ministério Público para preservar esse entulho urbano é um desvio de foco das verdadeiras atribuições constitucionais do órgão – zelar pelo interesse público, pela legalidade e pela moralidade administrativa. Defender a permanência do prédio é defender o atraso.
A Prefeitura de Florianópolis já retomou a posse, desocupou o prédio e planeja leiloá-lo, revertendo o valor para áreas prioritárias como saúde e previdência. Essa é a verdadeira função social que um espaço público deve cumprir. É louvável que entidades como a ACIF, o CDL e o Floripa Sustentável se posicionem contra essa aberração jurídica — são vozes que representam o desejo de uma cidade limpa, funcional e preparada para o futuro.
O debate deveria ser sobre o que fazer depois da demolição, uma nova praça, um equipamento público, um projeto que valorize a região. Mas impedir a derrubada de uma estrutura decadente é abraçar a mediocridade em nome de um “patrimônio” que nunca existiu.
É hora de dar fim à paralisia que contamina decisões urbanas em Florianópolis. A velha rodoviária já teve sua história — agora, deve dar lugar ao futuro. Que vença a cidade, não a burocracia.
ADM. DILVO VICENTE TIRLONI PRESIDENTE
- A antiga rodovia de Florianópolis,
localizado na esquina das Avenidas Mauro Ramos e Hercílio Luz, no centro da cidade, é um prédio abandonado que já funcionou como terminal rodoviário. - O prédio, construído na década de 1950, foi substituído pelo Terminal Rodoviário Rita Maria em 1981.
- A prefeitura planeja leiloar o prédio e utilizar recursos para investimentos em outras áreas, como saúde e previdência.
VERÃO FRUSTRADO – QUEDA TURISTAS ARGENTINOS E INFRAESTRUTURA PRECÁRIA – RECEITA DA TEMPORADA MEDÍOCRE – SEM PLANEJAMENTO E SEM INVESTIMENTO – COMO A CIDADE AFASTOU O TURISMO DE QUALIDADE
FLORIPA E CIDADES LITORÂNEAS – RESSACAS E DESTRUIÇÃO A TRAGÉDIA ANUNCIADA DO LITORAL – SEM QUEBRA-MAR, NÃO HÁ SALVAÇÃO – LITORAL CATARINENSE À BEIRA DO COLAPSO
CENTRALIDADES – QUEM É CONTRA A VERTICALIDADE É A FAVOR DO TRÂNSITO PARADO, AUSÊNCIA DE ESGOTO E DA CIDADE CARA – O AMBIENTALISMO DE FACHADA QUE EMPOBRECE FLORIANÓPOLIS – O MEDO DOS PRÉDIOS ALTOS PRODUZ FAVELAS
NINHOS DE FIOS – COMO A FIAÇÃO AÉREA DEFORMA A PAISAGEM URBANA DE FLORIANÓPOLIS – ENTRE ÁRVORES MUTILADAS E POSTES SATURADOS – O RETRATO DO ATRASO URBANO – A DESORDEM AÉREA QUE ENVERGONHA FLORIANÓPOLIS