EDUCAÇÃO – O MILAGRE QUE PRECISA DEIXAR DE SER EXCEÇÃO
Aos 10 anos, um menino foi salvo por um padre. Não da fome, nem da violência — mas da ignorância. No adro da igreja, Padre Santini (UM ITALIANO INOVADOR) ousou desafiar a sentença dos pais agricultores, seus filhos não estavam condenados à enxada, poderiam ser professores. A escola, que até então era vista como formalidade, virou redenção. Quatro crianças mudaram de destino. Quatro adultos mudaram o mundo ao redor e foram ser professores.
Décadas depois, ao ler o jornal do dia 06 de agosto de 2025, o mesmo menino — agora aposentado — se depara com outro tipo de milagre, em apenas quatro meses, a Rede Municipal de Ensino de Florianópolis conseguiu reduzir em até 55% a defasagem de aprendizado entre estudantes do Ensino Fundamental. O dado vem da pesquisa AVALIA FLORIPA, que comparou os resultados de março a julho de 2025, abrangendo mais de 6 mil alunos. O feito é, de fato, notável.
Mas por que é preciso chamar de “milagre” aquilo que deveria ser o básico?
Essa redução escancara uma verdade incômoda, o ponto de partida era o fundo do poço. A defasagem era de tal magnitude que, para haver tamanha melhora em tão pouco tempo, o sistema devia estar gravemente doente. E isso, por si só, deveria gerar indignação, não apenas celebração. Comemorar o avanço sem refletir sobre a falência anterior é tratar a exceção como solução.
Se no passado bastou a palavra de um padre para que quatro crianças cruzassem a ponte entre o campo e o conhecimento, hoje precisamos de secretários, políticas públicas e vontade política que encarem a educação não como milagre, mas como projeto nacional.
O Brasil não pode mais depender da sorte de encontrar um “Padre Santini” pelo caminho. A educação precisa deixar de ser um favor e passar a ser um direito — garantido, respeitado e continuamente aprimorado. Enquanto isso não acontecer, cada avanço será apenas um lampejo de esperança em meio à escuridão da negligência histórica.
ADM. DILVO VICENTE TIRLONI PRESIDENTE
Informações Relevantes:
- No que couber os programas de Educação Básica cumprirão o determinado na LDE – Lei Diretrizes da Educação, LEI FEDERAL 9394/1996 – Ensino Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio, Ensino de Jovens e Adultos.
A Rede Municipal de Educação Básica de Florianópolis (Inep/Censo 2024):
- Total de escolas municipais – aproximadamente 137 unidades. Número total de alunos matriculados na rede municipal cerca de 39.410 estudantes (15.000 mil na educação infantil).
- Número de professores atuando – aproximadamente 2.642 profissionais, sendo que Florianópolis possui uma das maiores taxas de docentes temporários no país (em torno de 55%)
- A gestão Escolar se faz com bons CEOs (Diretores), bons professores e 60% da carga horária destinada a Matemática e Português. No plano físico – boas instalações, bons materiais pedagógicos, alimentação e transporte escolar.
VERÃO FRUSTRADO – QUEDA TURISTAS ARGENTINOS E INFRAESTRUTURA PRECÁRIA – RECEITA DA TEMPORADA MEDÍOCRE – SEM PLANEJAMENTO E SEM INVESTIMENTO – COMO A CIDADE AFASTOU O TURISMO DE QUALIDADE
FLORIPA E CIDADES LITORÂNEAS – RESSACAS E DESTRUIÇÃO A TRAGÉDIA ANUNCIADA DO LITORAL – SEM QUEBRA-MAR, NÃO HÁ SALVAÇÃO – LITORAL CATARINENSE À BEIRA DO COLAPSO
CENTRALIDADES – QUEM É CONTRA A VERTICALIDADE É A FAVOR DO TRÂNSITO PARADO, AUSÊNCIA DE ESGOTO E DA CIDADE CARA – O AMBIENTALISMO DE FACHADA QUE EMPOBRECE FLORIANÓPOLIS – O MEDO DOS PRÉDIOS ALTOS PRODUZ FAVELAS
NINHOS DE FIOS – COMO A FIAÇÃO AÉREA DEFORMA A PAISAGEM URBANA DE FLORIANÓPOLIS – ENTRE ÁRVORES MUTILADAS E POSTES SATURADOS – O RETRATO DO ATRASO URBANO – A DESORDEM AÉREA QUE ENVERGONHA FLORIANÓPOLIS