FLORIVILLE
No artigo deste fim de semana (17/08/2025), Venícius Lummertz, ex-presidente da ACIF e ex-ministro do Turismo, apresenta o litoral densamente habitado de Santa Catarina — de Joinville a Laguna — como um novo vetor de desenvolvimento, batizando-o de FLORIVILLE, acrônimo das duas maiores cidades do Estado. Rememora estudos já realizados, ressalta o potencial do corredor litorâneo e reforça a urgência de planejar o uso do solo para evitar desordem urbana e a consequente saturação de problemas.
Para quem aprecia gestão pública, o tema é apaixonante. Somamos aqui nossa contribuição, para transformar o corredor Joinville–Laguna numa “pérola” global — à altura de Dubai, Singapura ou Xangai —, o investimento precisa ser integrado, sequenciado e orientado por metas de produtividade, qualidade de vida e sustentabilidade.
Como professor de Finanças e ex-técnico de banco de desenvolvimento (BRDE), tenho convicção de que, sem engenharia financeira robusta, o projeto não sai do papel. A primeira providência é institucional, criar a Agência Metropolitana Floriville, para estruturar uma carteira de PPPs e concessões (project finance e outorgas), gerir um Fundo de Desenvolvimento Regional, digitalizar e acelerar licenciamentos e acompanhar KPIs (Indicadores-Chave de Desempenho) transparentes. Os Bancos de Desenvolvimento (BRDE e BADESC) podem ser excelentes parceiros deste projeto.
Com a governança instalada, a carteira de investimentos se organiza em frentes:
- Energia, expansão de renováveis e programas de eficiência energética.
- Telecomunicações e digital, redes de alta capacidade (fibra/5G), data centers e parques tecnológicos.
- Habitação e requalificação, retrofit de áreas subutilizadas e produção habitacional bem localizada, com mistura de usos.
- Saneamento, novas ETAs e ETEs, despoluição de baías e rios, drenagem urbana verde, manejo costeiro e adaptação climática.
- Transportes e logística (rodoviário, ferroviário, marítimo e aéreo), duplicações e contornos; acessos inteligentes e modernização de portos e aeroportos; Ferrovia Litorânea e ramais industriais (short lines); BRT/VLT inter operável.
- Educação, inovação e economia do mar, formação técnica e bilíngue, apoio a P&D, empreendedorismo e cadeias da economia oceânica.
- Turismo e economia criativa, marinas e píeres regulados, trilhas e circuitos culturais, hospitalidade e saúde de padrão internacional, com novos equipamentos e serviços.
Convém lembrar a importância dos programas de financiamento dos bancos de desenvolvimento em SC, foram decisivos para o estágio atual; grandes marcas — como WEG, Sadia e Perdigão — escalaram com crédito de longo prazo e instrumentos de mitigação de risco. Esse ciclo pode ser reativado por uma agência metropolitana capaz de recepcionar parceiros, estruturar projetos e realizar Road shows internacionais, conectando Floriville ao mercado global de capitais.
ADM. DILVO VICENTE TIRLONI – PRESIDENTE
- O Project Finance é uma técnica financeira e jurídica, globalmente disseminada, de captação de recursos para projetos de grande escala, especialmente aplicável a setores de infraestrutura.
- Em termos gerais, “outorga” significa concessão, permissão ou autorização para realizar algo
- KPI – Key Performance Indicator
- O Governo se quiser, poderá criar outros corredores de Investimentos – Serra, Sul Oeste. Estas classificações bem estruturadas, funcionam como starts dos investidores.
6X1 – O RETROCESSO TRAVESTIDO DE JUSTIÇA SOCIAL – QUANDO A BOA INTENÇÃO ENGESSA A ECONOMIA – TRABALHAR MENOS, CRESCER MENOS
O ROMBO ESCONDIDO DA CASAN – BILHÕES ENTRAM, MAS NÃO VIRAM INVESTIMENTO – O LUCRO QUE NASCE DAS TARIFAS EXTORSIVAS, NÃO DAS APLICAÇÕES – PARA ONDE FOI R$ 1 BILHÃO – ALEGRIA DOS BANCOS.
CASAN – LUCRO OU ILUSÃO – A CONTA BILIONÁRIA CAI NO COLO DO CONSUMIDOR – TARIFAS ABUSIVAS, DÍVIDA EXPLOSIVA,JUROS, E UM LUCRO QUE NÃO CONVENCE.
BRASIL SEM RUMO – CLT OBSOLETA, CIPOAL TRIBUTÁRIO E A URGÊNCIA DE UM PROJETO DE PAÍS – LEGISLAÇÃO ULTRAPASSADA E AUSÊNCIA DE VISÃO DE FUTURO – DESATANDO OS NÓS DO BRASIL