JORGINHO E OS PECADOS CAPITAIS DO GOVERNO

Um bom católico é reconhecido pela fidelidade aos cinco mandamentos da Igreja. Da mesma forma, um verdadeiro liberal deveria ser conhecido pelo respeito aos pilares da doutrina liberal –  a vida, os direitos humanos, a propriedade privada, o livre comércio e a democracia. No entanto, o Governo Jorginho Mello tem falhado em praticar, notadamente, o pilar do livre comércio, fundamental para garantir crescimento e eficiência econômica.

Ao assumir o Governo de Santa Catarina, Jorginho herdou pelo menos dez unidades públicas em condições de serem concessionadas ou privatizadas. Entre elas, três portos estratégicos — Imbituba, Laguna e São Francisco do Sul — que, ao invés de atraírem investimentos privados, continuam absorvendo vultosos recursos públicos. O próprio governo admite estar aplicando cerca de 400 milhões de reais nessas estruturas. Isso ocorre enquanto declara necessitar de 60 bilhões para o saneamento básico, valor que não possui e cuja solução é sistematicamente adiada.

O argumento oficial de que tais empresas são imprescindíveis ao Estado é frágil e revela mais apego político do que racionalidade administrativa. Na prática, o que se vê é a manutenção de estatais como cabides de emprego, com cargos destinados a aliados e correligionários. Essa lógica política inviabiliza a modernização da infraestrutura e posterga decisões fundamentais para o futuro de Santa Catarina.

As concessões e privatizações representam, portanto, não apenas uma alternativa, mas uma necessidade urgente. A iniciativa privada tem capacidade de atrair investimentos, modernizar estruturas, gerar empregos de qualidade e melhorar a competitividade do Estado em setores estratégicos. A experiência de municípios como Palhoça, que privatizou seus serviços de saneamento e colhe resultados positivos, demonstra que há caminhos viáveis e sustentáveis fora da dependência estatal.

Em conclusão, Santa Catarina precisa escolher entre perpetuar um modelo obsoleto, que consome recursos escassos em estatais ineficientes, ou abrir espaço para a eficiência do setor privado. CONCESSÕES E PRIVATIZAÇÕES não significam abdicar do interesse público, mas sim garanti-lo de forma moderna, transparente e eficaz. Persistir no atual modelo é condenar o Estado à estagnação; avançar rumo às concessões é alinhar-se aos verdadeiros pilares do liberalismo e preparar SC para enfrentar os desafios do futuro com competitividade e responsabilidade.

ADM. DILVO VICENTE TIRLONI PRESIDENTE

INFORMAÇÕES RELEVANTES

Exemplos Relevantes

Saneamento
A privatização da Sabesp, no governo Tarcísio de Freitas, atraiu R$ 66 bilhões em investimentos. A AEGEA atua hoje em 503 municípios de 15 estados (incluindo SC, PR, MG e SP), atendendo cerca de 15% da população nacional com serviços como água, coleta e tratamento de esgoto

Concessões
O sistema de metrô  Belo Horizonte foi concedido à iniciativa privada em dezembro de 2022 com aporte de R$ 3,8 bilhões. Nos anos de 2019 a 2022, Minas Gerais lançou 28 iniciativas de PPPs e concessões, enquanto São Paulo liderou com 38.

PPP Penitenciária
A construção e gestão do Complexo Penitenciário de Ribeirão das Neves (iniciada em 2009) foi realizada também via PPP, sendo um modelo pioneiro na América Latina.

Setor Rodoviário – Arteris (SP, MG, PR, SC, RJ)
A Arteris opera mais de 3.250 km de rodovias concedidas, com atuação significativa nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio de Janeiro

Resumo dos Investimentos nos portos

São Francisco do Sul – 350 milhões

Laguna – 24 milhões

Imbituba – Melhorias logísticas e operacionais (valor não especificado)

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