HOSPITAL DE PALHOÇA — ENTRE AVANÇOS, EXPECTATIVAS E LIÇÕES DE GESTÃO

NOS PAÍSES DESENVOLVIDOS A RELAÇÃO É DIFERENTE. NA CHINA OS INVESTIMENTOS PODEM CHEGAR A 30%, O MESMO NA INDIA, NOS USA, NA COREIA DO SUL. GESTÃO EFICIENTE E APLICAR EM INVESTIMENTOS. PARTE DE NOSSOS INVESTIMENTOS SAEM, LITERALMENTE PELO RALO DAS DESPESAS CORRENTES

A semana trouxe uma boa notícia para Palhoça, o governo do Estado confirmou o início das obras do Hospital Regional, um investimento de R$120 milhões — R$100 milhões provenientes do Estado e R$20 milhões da Prefeitura. A previsão de conclusão para 2027 representa uma esperança concreta para uma população que há anos reivindica uma estrutura hospitalar compatível com o crescimento da cidade.

Palhoça deixou de ser apenas um “município dormitório”. Transformou-se em uma cidade vibrante, com 253 mil habitantes, IDH de 0,757, escolarização acima de 99% e um PIB per capita expressivo. Um município com esses indicadores naturalmente precisa de uma infraestrutura pública sólida, e o hospital anunciado é uma resposta positiva do governo às demandas de uma cidade que cresceu muito mais rápido do que sua rede de serviços essenciais.

É importante reconhecer que o governo estadual demonstra intenção de avançar. Obras desta magnitude exigem planejamento, recursos, equipes técnicas e diálogo federativo. O anúncio do hospital é um passo relevante nessa direção — ainda que tardio, é um avanço inegável.

No entanto, esse movimento também abre espaço para uma reflexão maior sobre a gestão pública. Ao consultarmos a LOA, observamos investimentos volumosos — muitos deles necessários, outros possivelmente redirecionáveis. Exemplos como os R$336 milhões destinados ao Saneamento Básico e os R$482,9 milhões para Modernização Portuária mostram o quanto o Estado assume responsabilidades que poderiam, em grande parte, ser compartilhadas com a iniciativa privada por meio de concessões, PPPs ou arrendamentos.

Não se trata de criticar por criticar, mas de pensar estrategicamente. Recursos públicos são finitos e precisam ser aplicados onde sua presença é indispensável — como saúde, educação e segurança. Setores que dispõem de forte capacidade de investimento privado poderiam aliviar o caixa do Estado, permitindo que hospitais como o de Palhoça fossem entregues mais cedo e com mais robustez.

Portanto, a lição que fica é dupla – por um lado, é justo reconhecer o esforço governamental em trazer o hospital para Palhoça; por outro, é fundamental aprimorar a gestão e ajustar prioridades para que o dinheiro público alcance seu destino mais nobre — melhorar a vida das pessoas.

Palhoça merece. Santa Catarina deseja. E o governo, ao que tudo indica, também busca esse caminho.

ADM. DILVO VICENTE TIRLONI – PRESIDENTE

INFORMAÇÕES RELEVANTES

  1. – LOA 2025 – CONSOLIDAÇÃO DOS INVESTIMENTOS (quantos milhões o Estado poderia redirecionar do quadro abaixo?)

122 Administração Geral 21.898.027

126 Tecnologia da Informação 95.428.642

451 Infraestrutura Urbana 2.440.165

512 Saneamento Básico Urbano 336.386.392

605 Abastecimento 1.450.000

691 Promoção Comercial 7.500.000

694 Serviços Financeiros 550.000.000

695 Turismo 5.700.000

722 Telecomunicações 6.960.758

752 Energia Elétrica 1.282.962.570

753 Petróleo 81.434.288

784 Transporte Hidroviário 482.991.000

TOTAL 2.875.151.842

  • VENDA DE ATIVOS

Além de redirecionar os Investimentos o Estado obteria vultosas importâncias com a venda dos ativos, permitindo em médio prazo solucionar os graves problemas da Saúde, Educação, Segurança e Infraestrutura de SC.

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