DESAFIO URBANO, MODELOS IMPORTADOS, PROBLEMAS LOCAIS – O URBANISMO COM FOCO NO PROBLEMA
REPARE O CONTRASTE DAS IMAGENS. MUITAS RUAS DA CIDADES ESTÃO AQUI REPRESENTADAS. MUTILAM ÁRVORES E MATAM OS PASSARINHOS.
CONCEITOS CONVERGENTES
1. Cidades Funcionais X Cidades Fragmentadas (Le Corbusier)
2. Cidades Compactas X Cidades Expandidas (Cláudio Bernardes/SP)
3. Centralidades X Descentralidades (Plano Diretor)
4. Cidades “15 minutos” X Cidades Intransitáveis (Carlos Moreno / Jan Gehl Hon)
5. Cidades Liberais X Cidades Socialistas (Washington, DC – Havana)
6. Cidades Metropolitanas X Cidades Microrregionais Estatuto da Metrópole – LF 13.089/13
As discussões sobre o futuro urbano de Florianópolis têm se fortalecido graças ao protagonismo de entidades como ACIF, CDL, Floripa Sustentável, ASBEA e tantas outras organizações comprometidas com o desenvolvimento sustentável da cidade. Esse esforço coletivo demonstra maturidade institucional e contribui para que o debate público seja qualificado, plural e orientado a soluções de longo prazo.
Nesse contexto, a circulação de conceitos internacionais e de experiências bem-sucedidas em outras cidades é natural e bem-vinda. Referências externas ampliam horizontes e inspiram boas práticas. Contudo, é igualmente importante reconhecer que Florianópolis dispõe de um corpo técnico altamente capacitado, com arquitetos, urbanistas e especialistas capazes de propor soluções inovadoras alinhadas às especificidades do território, do clima, da cultura local e da dinâmica socioeconômica da região.
O recente anúncio de intervenções na Rua Esteves Júnior, Francisco Tolentino e adjacências, inspirado em experiências de Copenhagen, demonstra boa intenção – recuperar o uso da rua, “a caminhabilidade” fortalecer a convivência e resgatar a dimensão humana do espaço urbano. É um gesto alinhado àquele verso eterno de Castro Alves, cantado por Caetano – “A praça é do povo, como o céu é do condor. ”
Mas antes de adotar modelos estrangeiros, é fundamental observar as prioridades locais. Toda intervenção urbana séria em Florianópolis deve partir de quatro ações estruturantes:
- Enterrar a fiação aérea, qualificando a paisagem e evitando impactos sobre a arborização.
- Estimular a verticalidade responsável, com edifícios que integrem moradia, comércio, lazer, serviços no térreo e se possível, praças e jardins.
- Canalizar (galerias) – infraestrutura pública — elétrica, hidráulica, gás, telefonia, água e esgoto.
- Resgatar o conceito de mobilidade urbana (Lei nº 12.587/2012)
Esses princípios caminham na direção da cidade Fragmentada, contemporânea, onde morar, estudar, trabalhar e se divertir devem estar próximos, reduzindo deslocamentos e fortalecendo a vida de bairro.
A explosão urbanística de Florianópolis é um “mal benigno”, resultado do sucesso econômico da região, mas que exige gestão qualificada, debates consistentes e planejamento baseado em métricas locais — não apenas em referências externas. As soluções precisam dialogar com a cidade real, não com abstrações importadas.
ADM. DILVO VICENTE TIRLONI – PRESIDENTE
INFORMAÇÕES RELEVANTES
- ENTIDADES QUE ATUAM FORTEMENTE PARA MELHORAR A CIDADE – ACIF, CDL, FLORIPA SUSTENTÁVEL, ASBEA, ENTRE OUTROS. Na Rua Esteves Jr. o “Grupo Formosa Esteves Jr”.” tem até Plano Diretor. ContribuÍ na sua fundação, hoje sob comando do JOÃO MEURER e TITE LINO.
- Nosso PD está fundamentado na Carta de Atenas de 1933 propondo funções da cidade em HABITAR, TRABALHAR, RECRIAR E CIRCULAR, (separados, portanto) promovendo o zoneamento do espaço urbano. Sapiens Parque, Jurere Internacional e Santa Mônica, adotam este padrão. Hoje a Cidade Fragmentada propõe tudo junto e misturado.
- Grandes Arquitetos mundiais interessados em cidades: Le Corbusier (Suíça/França); Jane Jacobs (EUA); Jan Gehl (Dinamarca); Carlos Moreno; (França/Colômbia); Ebenezer Howard (Reino Unido); Kevin Lynch (EUA); Christopher Alexander (Áustria/EUA); William H. Whyte (EUA); Lúcio Costa; Jaime Lerner; Paulo Mendes da Rocha; Ruy Ohtake; Jorge Wilheim; Carlos Nelson Ferreira dos Santos; Rosa Kliass (Rica bibliografia para os interessados)
VERÃO FRUSTRADO – QUEDA TURISTAS ARGENTINOS E INFRAESTRUTURA PRECÁRIA – RECEITA DA TEMPORADA MEDÍOCRE – SEM PLANEJAMENTO E SEM INVESTIMENTO – COMO A CIDADE AFASTOU O TURISMO DE QUALIDADE
FLORIPA E CIDADES LITORÂNEAS – RESSACAS E DESTRUIÇÃO A TRAGÉDIA ANUNCIADA DO LITORAL – SEM QUEBRA-MAR, NÃO HÁ SALVAÇÃO – LITORAL CATARINENSE À BEIRA DO COLAPSO
CENTRALIDADES – QUEM É CONTRA A VERTICALIDADE É A FAVOR DO TRÂNSITO PARADO, AUSÊNCIA DE ESGOTO E DA CIDADE CARA – O AMBIENTALISMO DE FACHADA QUE EMPOBRECE FLORIANÓPOLIS – O MEDO DOS PRÉDIOS ALTOS PRODUZ FAVELAS
NINHOS DE FIOS – COMO A FIAÇÃO AÉREA DEFORMA A PAISAGEM URBANA DE FLORIANÓPOLIS – ENTRE ÁRVORES MUTILADAS E POSTES SATURADOS – O RETRATO DO ATRASO URBANO – A DESORDEM AÉREA QUE ENVERGONHA FLORIANÓPOLIS