URBANISMO DE IMPROVISO – CAOS DAS RESTAURAÇÕES EM FLORIANÓPOLIS – REMENDOS, BURACOS E FIAÇÃO – GESTÃO E FISCALIZAÇÃO PRECÁRIAS – A CONTA SEMPRE FICA PARA O CIDADÃO
Viajar pela Europa é uma experiência que vai além da cultura e da arquitetura. O visitante percebe algo que salta aos olhos, organização urbana. Cidades limpas, seguras e visualmente harmoniosas. Calçadas amplas e niveladas, meio-fios arredondados, drenagem eficiente, ruas sem buracos e sinalização clara. O pedestre caminha com conforto, o motorista dirige com segurança e a paisagem transmite cuidado. Para quem vive em regiões menos organizadas, a sensação é de espanto diante de tanta eficiência.
E aqui, como estamos?
Na Região Metropolitana — especialmente em Florianópolis — o cenário urbano revela falhas graves de gestão e fiscalização. Calçadas quebradas, valas mal fechadas, bueiros mal ajustados e remendos improvisados tornaram-se parte da paisagem. O problema não é a execução de obras — elas são necessárias —, mas a qualidade da restauração após a intervenção.
Na Rua Leonel Pereira/Cachoeira, por exemplo, uma empresa terceirizada abriu valas ao longo de quilômetros para instalação de cabeamento. A abertura mecanizada avança com rapidez; a recomposição manual, porém, não acompanha. O resultado é visível, calçadas irregulares, desniveladas e perigosas para pedestres, especialmente idosos e crianças. A população paga o preço da pressa e da falta de controle.
Em frente ao Sapiens Parque, terceirizados da CASAN abriram um grande buraco para reparo na rede de esgoto. A restauração posterior foi precária, deixando a via comprometida e expondo motoristas a danos mecânicos. Na Avenida Luiz Boiteux Piazza, a substituição de postes pela Celesc repete o padrão, intervenções necessárias seguidas de acabamentos decepcionantes.
A pergunta é inevitável, quem responde por essa sucessão de falhas? A responsabilidade começa no Intendente Regional, passa pelo Secretário Municipal competente e alcança, por fim, o próprio Prefeito. Fiscalizar contratos e exigir padrões técnicos não é favor — é dever institucional.
A cidade não pode continuar refém de remendos malfeitos e terceirizações sem controle. Urbanismo de qualidade não é luxo europeu; é obrigação administrativa. Florianópolis merece padrão elevado — e a população deve exigir isso com firmeza.
ADM DILVO VICENTE TIRLONI PRESIDENTE
INFORMAÇÕES RELEVANTES
- Quem opera e fiscaliza os contratos de manutenção é a SECRETARIA MUNICIPAL DE INFRAESTRUTURA E MANUTENÇÃO DA CIDADE que tem como missão qualificar e integrar os espaços urbanos, priorizando as intervenções em assentamentos precários e em saneamento, buscando a sustentabilidade econômica, ambiental e social.
- Em Florianópolis, a estrutura descentralizada funciona por meio de Intendências Distritais. Cada distrito do município possui um Intendente Distrital, que atua como representante administrativo da Prefeitura na região. Como são 18 distritos em tese, temos 18 intendentes, todos de livre nomeação do Prefeito.
- Os distritos estão previstos no Art. 341-B do Plano Diretor da seguinte forma
a) Região Central – 04
b) Região Continental – 02
c) Região Norte da Ilha – 05
d) Região Sul da Ilha – 04
e) Região Leste da Ilha – 03
SACO DOS LIMÕES/TISAC – RETRATO DA SEGREGAÇÃO INDIGENISTA EM PLENA CAPITAL CATARINENSE – PROTEÇÃO OU ISOLAMENTO O DEBATE SOBRE OS POVOS INDÍGENAS – ONDE A POLÍTICA INDIGENISTA ESTÁ ERRANDO
VERÃO FRUSTRADO – QUEDA TURISTAS ARGENTINOS E INFRAESTRUTURA PRECÁRIA – RECEITA DA TEMPORADA MEDÍOCRE – SEM PLANEJAMENTO E SEM INVESTIMENTO – COMO A CIDADE AFASTOU O TURISMO DE QUALIDADE
FLORIPA E CIDADES LITORÂNEAS – RESSACAS E DESTRUIÇÃO A TRAGÉDIA ANUNCIADA DO LITORAL – SEM QUEBRA-MAR, NÃO HÁ SALVAÇÃO – LITORAL CATARINENSE À BEIRA DO COLAPSO
CENTRALIDADES – QUEM É CONTRA A VERTICALIDADE É A FAVOR DO TRÂNSITO PARADO, AUSÊNCIA DE ESGOTO E DA CIDADE CARA – O AMBIENTALISMO DE FACHADA QUE EMPOBRECE FLORIANÓPOLIS – O MEDO DOS PRÉDIOS ALTOS PRODUZ FAVELAS