ORÇAMENTO PÚBLICO, LOA E INVESTIMENTOS – LOA 2026 O ORÇAMENTO QUE SUSTENTA A MÁQUINA, MAS INVESTE POUCO – QUANDO O CUSTEIO ENGOLE O FUTURO
Quando estudamos Administração Pública, um dos temas mais sensíveis é o Orçamento Público, materializado anualmente na LOA — Lei Orçamentária Anual. É nela que se estimam as receitas e se fixam as despesas da União, dos Estados, dos Municípios, autarquias, fundações e demais órgãos públicos.
À primeira vista, o orçamento parece simples, entra dinheiro de um lado e sai dinheiro do outro. Mas, na prática, o tema foi transformado em um emaranhado técnico. No campo das receitas, há inúmeras classificações, códigos, fontes e subfontes, o que torna a compreensão quase inacessível ao cidadão comum. De modo geral, as receitas públicas vêm dos tributos, das contribuições, das receitas patrimoniais, dos serviços públicos, das transferências e de outras fontes.
Do lado das despesas, a divisão mais importante está entre Despesas Correntes e Despesas de Capital. As Despesas Correntes sustentam o funcionamento diário da máquina pública, salários, encargos, material de consumo, contratos, serviços terceirizados e custeio geral. São gastos necessários, mas que se esgotam no próprio uso – gastou, desapareceu.
Já as Despesas de Capital têm outro significado. Elas representam investimentos, obras, equipamentos e estruturas que permanecem no tempo. São recursos aplicados em escolas, hospitais, UPAs, delegacias, penitenciárias, pontes, estradas, portos, aeroportos, ferrovias, sistemas de saneamento, tecnologia, máquinas e equipamentos. Mesmo itens menores, como computadores, mesas, cadeiras e armários, quando possuem vida útil superior a um ano, também integram essa lógica patrimonial.
O grande nó dos orçamentos brasileiros está justamente na proporção entre custeio e investimento. Países que cresceram fortemente desde a segunda metade do século XX, como China, Japão, Índia, Vietnã e outros, compreenderam que não há desenvolvimento sustentável sem forte investimento público e privado em infraestrutura. Estima-se que gastem em torno de 30% das suas Receitas.
Santa Catarina, embora seja um Estado eficiente em muitos indicadores, ainda sofre com problemas de concepção administrativa. Há excesso de órgãos, secretarias e estruturas que consomem recursos correntes. A LOA 2026, com R$ 57,9 bilhões, revela esse desafio, a maior parte dos recursos está comprometida com despesas correntes, enquanto os investimentos ficam em percentual reduzido. Sem reorganizar a máquina pública, será difícil ampliar a capacidade real de investimento.
ADM. DILVO VICEENTE TIRLONI PRESIDENTE
INFORMAÇÕES RELEVANTES
LOA 2026 — SANTA CATARINA
Total Geral: R$ 57.937.369.132,00
| RECEITAS — 4 GRANDES FONTES | Valor — R$ | % do total |
| Receitas Tributárias líquidas | 37.179.004.744,00 | 64,17% |
| Receitas de Contribuições | 3.803.903.450,00 | 6,57% |
| Receitas Patrimoniais e de Serviços | 3.042.255.469,00 | 5,25% |
| Outras Receitas | 13.912.205.469,00 | 24,01% |
| TOTAL DAS RECEITAS | 57.937.369.132,00 | 100,00% |
| DESPESAS — 3 GRANDES GRUPOS | Valor — R$ | % do total |
| Despesas Correntes | 50.295.668.184,00 | 86,81% |
| Despesas de Capital | 7.640.700.945,00 | 13,19% |
| Outras / Reserva de Contingência | 1.000.000,00 | 0,00% |
| TOTAL DAS DESPESAS | 57.937.369.132,00 | 100,00% |
2. DESPESAS NA EDUCAÇÃO
Na cadeira de custos Industriais, Mão de Obra Direta (MOD) é considerada como “insumo de produção” ou seja – Matéria Prima+MOD+Outros = custo de produção. Aplicando o mesmo conceito, podemos dizer que MOD é Investimento e neste caso SC alcança 35,42% das Receitas aplicadas em Despesas de Capital.
| Item | Valor |
| Despesas de Capital — LOA SC 2026 | R$ 7.640.700.945,00 |
| Despesas com Educação — LOA SC 2026 | R$ 12.880.000.000,00 |
| Total somado | R$ 20.520.700.945,00 |
Esse valor equivale a cerca de 35,42% do orçamento total de Santa Catarina em 2026,
DÁ SÉRIE ÓRGÃOS DESNECESSÁRIOS – INUTILIDADES DO PROCON – BUROCRACIA QUE FINGE PROTEGER O CONSUMIDOR – CABIDES EMPREGOS PAGOS PELO CONTRIBUINTE
DA SÉRIE – ÓRGÃOS DESNECESSÁRIOS — DEFENSORIA PÚBLICA, A MÁQUINA CARA CRIADA EM NOME DOS POBRES, VIROU CORPORAÇÃO E UM PUXADINHO DO MINISTÉRIO PÚBLICO.
TCE/SC – DE ÓRGÃO NECESSÁRIO A ESTRUTURA CARA E QUESTIONÁVEL – QUANTO CUSTA E O QUE ENTREGA AO CONTRIBUINTE?
COMO MOER O DINHEIRO DO CONTRIBUINTE EM HORÁRIO NOBRE AUTOPROMOÇÃO OU DISPARATE PUBLICITÁRIO