DESABAFO DE “LINKON DA VOZ” E O BRASIL QUE TRABALHA PARA SUSTENTAR A MÁQUINA –  MENOS DEPENDÊNCIA, MAIS OPORTUNIDADE – A MÁQUINA PÚBLICA QUE CONSOME O SALÁRIO BRASILEIRO

FOTO INSPIRADA EM PERÍODO QUE ANTECEDEU A REVOLUÇÃO FRANCESA. O POVO CARREGAVA A MONARQUIA NAS COSTAS.

TRABALHADOR BRASILEIRO GANHA POUCO GOVERNO GANHA MUITO

O desabafo de Linkon da Voz tocou milhares de brasileiros porque não nasceu de uma planilha, nasceu da angústia de quem trabalha, luta, paga contas e, ainda assim, sente que não consegue avançar. “A gente trabalha, trabalha e não sai do lugar” é a frase de uma multidão. Não é falta de vontade. É a percepção de que, no Brasil, antes de o trabalhador melhorar de vida, precisa sustentar uma máquina pública pesada, cara e pouco eficiente.

Desde 2002, com o intervalo entre 2019 e 2022, o país consolidou um modelo no qual o governo busca aliviar a pobreza por meio de transferências e benefícios, mas avança pouco na criação das condições que permitem ao cidadão conquistar autonomia, emprego produtivo, educação de qualidade, infraestrutura, segurança jurídica e ambiente favorável ao empreendedorismo. Dar proteção a quem necessita é dever público. Transformar a proteção em dependência permanente é fracasso de gestão.

O problema é estrutural. O Estado arrecada muito, gasta quase tudo em despesas correntes e recorre ao endividamento quando a receita não basta. Em 2025, a carga tributária “OFICIAL” do governo geral chegou a 32,4% do PIB. A dívida bruta alcançou 80,4% do PIB em abril de 2026. São recursos e compromissos que recaem, direta ou indiretamente, sobre famílias e empresas. Na verdade, a carga tributária, já alcança 50% do PIB.

O empresário não paga apenas salário. Paga tributos, encargos, obrigações acessórias, risco trabalhista e uma burocracia que consome tempo e capital. Estudos independentes mostram que, conforme o conceito adotado, os encargos associados à contratação podem variar de 25,82% a 130% do salário contratual. Isso ajuda a explicar por que tantas empresas contratam menos, pagam menos do que gostariam, permanecem na informalidade ou se mudam para o Paraguai. Os custos dos USA é de máximo 16%, no Paraguai, 10%.

Também falta infraestrutura compatível com um país continental. Rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, saneamento e logística deveriam reduzir custos e ampliar oportunidades. Contudo, o investimento público caiu fortemente após 2014 e depende majoritariamente da iniciativa privada. Em 2025, estimou-se que 72,2% dos investimentos em infraestrutura viriam do setor privado. Mas o número é maior.

Linkon não pede privilégio. Seu grito traduz a aspiração mais elementar, trabalhar, prosperar e dar dignidade à família. O Brasil precisa trocar a política da dependência pela política da emancipação. Menos Estado devorando renda; mais Estado entregando educação, infraestrutura, segurança e regras estáveis. Quem produz não pode continuar sendo tratado apenas como fonte de arrecadação.

ADM. DILVO VICENTE TIRLONI PRESIDENTE

INFORMAÇÕES RELEVANTES

  1. Em abril de 2026, a Dívida Bruta do Governo Geral — União, INSS, estados e municípios — alcançou R$ 10,4 trilhões, equivalentes a 80,4% do PIB brasileiro. É o principal indicador do endividamento público. A Dívida Pública Federal, administrada pelo Tesouro Nacional, representa a maior parcela desse montante e exige pagamentos crescentes de juros.
  • Estudo da Consultoria Legislativa do Senado estima encargos entre 25,82% e 102,60% do salário, conforme a metodologia adotada. É uma desinformação. Na realidade empresarial, porém, o custo pode superar 130% quando se somam benefícios, transporte, alimentação, saúde, uniformes, treinamento, férias, licenças, rotatividade, rescisões, administração e risco trabalhista. Há estimativas amplas que chegam a 183%, sem representar alíquota legal única.
  • A logística brasileira encarece produtos e reduz empregos, rodovias incompletas ou precárias, ferrovias travadas e portos sujeitos a conflitos elevam fretes e atrasos (como a interrupção das operações da Cargill em Santarém, no Pará; a Ferrogrão suspensa em disputa judicial; e entraves à concessão da BR-163). A insegurança jurídica agrava o quadro, licenças, contratos e investimentos ficam submetidos a decisões instáveis.

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