GRANDE FLORIANÓPOLIS SEM VOZ PRÓPRIA NA CÂMARA FEDERAL – QUASE 900 MIL ELEITORES E NENHUM DEPUTADO FEDERAL – VOTO DISTRITAL, CADA REGIÃO COM SEU REPRESENTANTE
No dia 10 de agosto/2026, participei da reunião do Conselho Deliberativo da ACIF destinada a discutir propostas que a entidade pretende apresentar aos candidatos aos diferentes cargos nas próximas eleições. Durante a exposição, vários dados foram apresentados para fundamentar o diagnóstico político e econômico de Santa Catarina. Um deles particularmente me surpreendeu: a distribuição regional dos 16 deputados federais catarinenses.
A constatação foi direta – a Grande Florianópolis não possui atualmente nenhum deputado federal cuja principal base político-eleitoral esteja na região. Enquanto Oeste, Vale do Itajaí, Norte e Sul concentram toda a representação catarinense na Câmara dos Deputados, a região da Capital ficou sem representante diretamente identificado com sua base territorial.
O fato provocou debate e alguma indignação. Afinal, não estamos tratando apenas de Florianópolis, mas de uma região metropolitana que reúne nove municípios, quase 900 mil eleitores e parcela expressiva da população, da economia e dos problemas urbanos de Santa Catarina.
Diante desse quadro, apresentei uma proposta para reflexão – a adoção do voto distrital, puro ou misto.
No modelo distrital misto, (atualmente é o modelo de voto proporcional – o candidato pega voto aqui e em qualquer região de SC) Santa Catarina poderia ser dividida em oito distritos eleitorais, elegendo oito dos seus 16 deputados federais territorialmente. As outras oito cadeiras seriam preenchidas pelo sistema proporcional. A Grande Florianópolis, pela dimensão de seu eleitorado, integraria naturalmente um desses distritos.
No voto distrital puro, a lógica seria ainda mais simples – o Estado seria dividido em 16 distritos, cada qual elegendo diretamente um deputado federal. Todos os partidos e federações poderiam apresentar seus candidatos dentro de cada distrito.
O objetivo é aproximar eleitor e eleito, estabelecer responsabilidades territoriais mais claras e assegurar que diferentes regiões catarinenses tenham voz efetiva em Brasília.
A proposta foi bem recebida e deverá ser debatida pelo conselho político da ACIF.
Fica a pergunta aos catarinenses – é razoável que uma região com quase 900 mil eleitores não tenha hoje um deputado federal identificado diretamente com sua base político-eleitoral?
ADM. DILVO VICENTE TIRLONI — PRESIDENTE
INFORMAÇÕES Relevantes:
- Atualmente, em 2026, o TSE registra 29 partidos políticos e 5 federações partidárias com 11 partidos. Logo independentes são 18. As 5 federações são:
| Federação | Partidos integrantes |
| Brasil da Esperança (FE Brasil) | PT + PCdoB + PV |
| PSDB Cidadania | PSDB + Cidadania |
| PSOL REDE | PSOL + Rede |
| Renovação Solidária | PRD + Solidariedade |
| União Progressista | União Brasil + PP |
- Deputados Federais de Santa Catarina — por região — 2026
| Região | Deputados federais — Partido/Federação | Nº |
| Grande Florianópolis | — | 0 |
| Oeste | Caroline de Toni — PL; Daniela Reinehr — PL; Pedro Uczai — PT / Federação Brasil da Esperança; Cobalchini — MDB | 4 |
| Norte | Carlos Chiodini — MDB; Fabio Schiochet — União Brasil / União Progressista; Zé Trovão — PL | 3 |
| Serra | A Serra elegeu Carmen Zanotto (Lages) deputada federal em 2022. Ela deixou o mandato após ser eleita prefeita de Lages em 2024. Em seu lugar entrou Giovana de Sá | 0 |
| Sul | Daniel Freitas — PL; Geovania de Sá — Republicanos; Julia Zanatta — PL; Ricardo Guidi — PL | 4 |
| Vale do Itajaí | Ana Paula Lima — PT / Federação Brasil da Esperança; Gilson Marques — Novo; Ismael — PL; Jorge Goetten — Republicanos; Pezenti — MDB | 5 |
| TOTAL | 16 |
- Deputados Estaduais de Santa Catarina — por região — 2026
| Região | Deputados estaduais — Partido/Federação | Nº |
| Grande Florianópolis | Alex Brasil — PL; Camilo Martins — PL; Marquito — PSOL/PSOL-Rede; Mário Motta — PSD; Sérgio Guimarães — União Brasil/União Progressista; Sergio Motta — Republicanos | 6 |
| Oeste | Altair Silva — PP/União Progressista; Fabiano da Luz — PT/FE Brasil; Jair Miotto — PL; Luciane Carminatti — PT/FE Brasil; Marcos Vieira — PSDB/PSDB-Cidadania; Mauro de Nadal — MDB; Neodi Saretta — PT/FE Brasil; Padre Pedro Baldissera — PT/FE Brasil | 8 |
| Norte | Antídio Lunelli — MDB; Fernando Krelling — MDB; Maurício Eskudlark — PL; Maurício Peixer — PL; Matheus Cadorin — Novo; Sargento Lima — PL; Vicente Caropreso — União Brasil/União Progressista | 7 |
| Serra | Lucas Neves — Republicanos; Marcius Machado — PL; Nilso Berlanda — PSD | 3 |
| Sul | Jessé Lopes — PL; José Milton Scheffer — PP/União Progressista; Julio Garcia — PSD; Pepê Collaço — PP/União Progressista; Rodrigo Minotto — PDT; Tiago Zilli — MDB; Volnei Weber — MDB | 7 |
| Vale do Itajaí | Ana Campagnolo — PL; Carlos Humberto — PL; Ivan Naatz — PL; Junior Cardoso — PL; Marcos da Rosa — PL; Napoleão Bernardes — PSD; Oscar Gutz — PL; Paulinha — Podemos; Jerry Comper (MDB) | 9 |
| TOTAL | 40 |
SEGURANÇA SEM CENTRALIZAÇÃO – FACÇÕES COMO TERRORISMO – MAIS FEDERAÇÃO, MENOS MINISTÉRIOS
EDUCAÇÃO – SANTA CATARINA AVANÇA E FLORIANÓPOLIS SE TORNA REFERÊNCIA IDEB 2025 – O SALTO DA EDUCAÇÃO CATARINENSE
SINTOMAS DE UM BRASIL ENFERMO – QUANDO A POLÍTICA CONVIVE COM A CORRUPÇÃO – O BRASIL DA IMPUNIDADE – PARTIDOS, CANDIDATURAS E A CRISE MORAL
IDOSOS DE FLORIANÓPOLIS – ACOLHIMENTO, DIGNIDADE E VIGILÂNCIA – ENVELHECER COM RESPEITO, DEVER DA CIDADE – CASAS DE ACOLHIMENTO NÃO PODEM SER DEPÓSITOS HUMANOS