BRASIL 06 – UMA NOVA AGENDA NACIONAL – REFORMA DO JUDICIÁRIO – UNIFICAR PARA SIMPLIFICAR – O FIM DAS JUSTIÇAS PARALELAS – JUSTIÇA ÚNICA, INTEGRAR PARA ECONOMIZAR
CATÃO, exerceu o cargo de censor em 184 a.C., combatendo o luxo e a corrupção com extremo rigor moral. O Brasil aguarda a chegada do Catão brasileiro.
(EM CONTINUAÇÃO AO BRASIL 05)
O Brasil mantém uma estrutura judicial ampla, complexa e onerosa. Além do Supremo Tribunal Federal e da Justiça Comum, existem ramos especializados com organização própria, como a Justiça do Trabalho, a Justiça Eleitoral e a Justiça Militar.
A Justiça Militar da União é composta pelo Superior Tribunal Militar — STM — e pelas Auditorias da Justiça Militar (1ª instância), abrangendo 12 Circunscrições Judiciárias Militares (CJMs). Sua função principal é julgar crimes militares praticados por integrantes das Forças Armadas e, em determinadas situações previstas em lei, por civis. Em 2026, a Justiça Militar da União e o Ministério Público Militar dispõem, juntos, de aproximadamente R$ 1,34 bilhão em dotações orçamentárias.
A Justiça Eleitoral, por sua vez, possui estrutura nacional formada pelo Tribunal Superior Eleitoral — TSE —, pelos 27 Tribunais Regionais Eleitorais — TREs —, juízes eleitorais e juntas eleitorais. Além de julgar questões eleitorais, é responsável pela organização das eleições, registro de candidaturas, fiscalização do processo eleitoral e outras funções administrativas. Excluído o Fundo Partidário, que não constitui despesa de funcionamento do Judiciário, a Justiça Eleitoral dispõe, em 2026, de aproximadamente R$ 12,6 bilhões em dotações orçamentárias.
É necessário perguntar se o Brasil precisa manter estruturas administrativas independentes para cada especialidade jurídica.
A proposta desta Nova Agenda Nacional é integrar as Justiças Militar, Eleitoral e do Trabalho à Justiça Comum, preservando suas especializações, competências e conhecimentos técnicos.
As matérias continuariam sendo julgadas por varas, câmaras e turmas especializadas, mas dentro de uma estrutura administrativa única.
O objetivo não é eliminar a Justiça especializada, mas eliminar estruturas paralelas.
Prédios, sistemas digitais, pessoal administrativo, serviços de apoio e gestão poderiam ser compartilhados.
O Brasil passaria, assim, a contar com um único Poder Judiciário organizado em diferentes especialidades, mais simples, integrado, eficiente e menos oneroso para o contribuinte.
ADM. DILVO VICENTE TIRLONI PRESIDENTE
Informações Relevantes
- Cúpula do Judiciário brasileiro
| Ramo | Tribunal de cúpula | Ministros |
| Constitucional | Supremo Tribunal Federal — STF | 11 |
| Justiça Comum (estadual e federal) | Superior Tribunal de Justiça — STJ | 33 |
| Justiça do Trabalho | Tribunal Superior do Trabalho — TST | 27 |
| Justiça Eleitoral | Tribunal Superior Eleitoral — TSE | 02 |
| Justiça Militar da União | Superior Tribunal Militar — STM | 15 |
| Total de cadeiras | 88 |
O TSE tem uma composição peculiar – dos seus sete integrantes, 3 vêm do STF, 2 do STJ e apenas 2 são juristas externos. Com a integração à Justiça Comum, no médio prazo, este número tende a diminuir.
- Custo de cada estrutura judicial
| Estrutura | Justiça / Tribunal | Ministério Público | Total 2026 |
| STJ | 2,49 bi | MPF: 6,12 bi | 8,60 bi |
| Justiça do Trabalho | 32,34 bi | MPT: 2,70 bi | 35,04 bi |
| Justiça Eleitoral | 12,57 bi | MP Eleitoral | 12,57 bi |
| Justiça Militar | 935,4 mi | MPM: 399,6 mi | 1,33 bi |
| TOTAL | 57,54 bi |
Nota – Quando chegamos à casa dos bilhões, perdemos a noção de realidade. Estimo, que é possível com a unificação, sem perder qualidade técnica dos julgamentos haver um potencial de economia da ordem de 20 a 30%, ou seja, valores próximos a 15 bilhões/ano. Em 04 anos, 60 bilhões equivalentes a 600.000 aptos de 100 mil cada, 10% do déficit habitacional do Brasil. Inserindo IA, corte de funcionários, materiais e sistemas, a economia é ainda maior.
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