BRASIL04 – UMA NOVA AGENDA NACIONAL – O PODER JUDICIÁRIO E A MÁQUINA DOS PRIVILÉGIOS – ESTRUTURA CARA COM POUCA ENTREGA – QUANDO A JUSTIÇA SE TORNA UM PODER SEM FREIOS

VOCÊ CONCORDA COM UM SISTEMA COMO ESTE?

O Brasil construiu, ao longo das últimas décadas, uma estrutura judicial gigantesca, cara e de difícil controle social. Em tese, o Poder Judiciário existe para interpretar e aplicar as leis, resolver conflitos, proteger direitos fundamentais e assegurar o cumprimento da Constituição. Essa função é indispensável em qualquer Estado civilizado. O problema brasileiro, contudo, está no tamanho, no custo e nos desvios administrativos que passaram a acompanhar essa engrenagem.

O sistema é composto por uma complexa rede de órgãos –  Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça, Tribunais Regionais Federais, Justiça do Trabalho, Justiça Eleitoral, Justiça Militar, Justiças Estaduais, além de conselhos, estruturas auxiliares, Ministério Público e Defensorias. Embora o Ministério Público esteja formalmente fora do Judiciário, sua atuação é profundamente vinculada à atividade judicial. O mesmo ocorre com a Defensoria Pública, que também opera dentro da lógica do sistema de justiça.

Segundo dados do Orçamento Federal de 2026, o grupo Ministério Público soma R$ 10,75 bilhões, incluindo o Conselho Nacional do Ministério Público e o Ministério Público da União. A Defensoria Pública da União acrescenta mais R$ 892 milhões e os ramos da Justiça federal, R$74,9. Considerando Justiça, Ministério Público e DPU, o total chega a R$ 86,63 bilhões. Trata-se de uma cifra expressiva para um país que ainda convive com escolas precárias, filas na saúde, insegurança pública e infraestrutura deficiente.

O custo elevado poderia ser melhor compreendido se viesse acompanhado de eficiência, simplicidade e confiança pública. Mas o que se vê é uma crise crescente de credibilidade. Casos de venda de sentenças, investigações envolvendo magistrados, suspeitas de favorecimento, penduricalhos remuneratórios e privilégios administrativos abalam a imagem de imparcialidade do sistema.

A Justiça brasileira tornou-se uma máquina pesada, fragmentada e corporativa. Em vez de aproximar o cidadão da lei, muitas vezes afasta, intimida e encarece o acesso à solução dos conflitos. A autonomia administrativa e financeira, necessária à independência judicial, não pode ser confundida com ausência de controle.

Uma nova agenda nacional precisa enfrentar esse tema com coragem, reduzir estruturas redundantes, limitar privilégios, aumentar transparência, medir produtividade e recolocar o sistema de justiça a serviço do cidadão, não de si mesmo.

ADM. DILVO VICENTE TIRLONI PRESIDENT

INFORMAÇÕES RELEVANTES

ECOSISTEMA JUDICIARIO FEDERAL

1. Estrutura orgânica da Justiça
A estrutura atual reúne STF, STJ, TST, TSE, STM, TRFs, Justiça do Trabalho, Eleitoral, Militar e Justiças Estaduais. Uma reforma racional poderia transformar o STF em Corte Constitucional e concentrar no STJ a função uniformizadora dos demais ramos judiciais, simplificando instâncias e reduzindo sobreposições. As reduções de custos seriam impressionantes, mais de 40%.

2. DPU como ramo do Ministério Público
A Defensoria Pública da União poderia ser reorganizada como ramo especializado do Ministério Público, voltado à defesa jurídica dos necessitados. Isso evitaria duplicidade administrativa, reduziria estruturas paralelas e permitiria integrar atendimento, controle e atuação judicial em uma arquitetura institucional mais enxuta. A Advocacia Dativa existe para isso. Custos cairiam à metade.

3. Segundo o Orçamento Federal de 2026, o grupo Ministério Público Federal soma R$ 10,75 bilhões, e a Defensoria Pública da União, R$ 892 milhões. Considerando Justiça, Ministério Público e DPU, o total alcança R$ 86,63 bilhões, valor que exige revisão de estruturas, produtividade e privilégios. Somando os custos da Justiça Estadual, o valor chega a 150 bilhões. Para um PIB de 12 trilhões a relação seria de 1,25% do PIB, 03 a 04 vezes a média mundial dos países desenvolvidos ou equivalentes ao Brasil.

4. ECO SISTEMA JUDICIARIO DE SC -2026

ÓRGÃOSEm Reais Em % 
Tribunal de Justiça4.872.728.127 
Fundo de Reaparelhamento917.308.079 
SUBTOTAL 15.790.036.20674,00
Ministério Público1.692.598.140 
Fundo de Bens Lesados27.700.000 
Fundo Especial474.000 
Fundo de Modernização119.557.343 
SUBTOTAL 21.840.329.48323,51
Defensoria Pública192.913.553 
Fundo de Reaparelhamento2.390.072 
SUBTOTAL 3195.303.6252,49
TOTAL GERAL7.825.669.314100,00

PIB DE SC AVALIADO EM R$ 513,4 bilhões. A relação Eco/PIB é de 1,52% 4 vezes mais do que países desenvolvidos.

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