BRASIL02 – UMA NOVA AGENDA NACIONAL – O FUTURO ELEITORAL – A REFORMA ELEITORAL, VOTO DISTRITAL E URNAS AUDITÁVEL
Seja em um governo presidencialista ou numa futura monarquia parlamentarista, o Brasil precisa modernizar seu sistema eleitoral. O modelo proporcional atual é caro, favorece a fragmentação partidária e mantém grande distância entre eleitor e eleito.
Uma alternativa seria o voto distrital misto – 50% dos deputados eleitos diretamente pelos distritos e 50% pelo sistema proporcional. Com 513 cadeiras na Câmara, poderíamos ter cerca de 256 distritos eleitorais, aproximando o parlamentar de sua comunidade e permitindo ao cidadão saber claramente quem o representa e de quem cobrar resultados.
Outra mudança necessária está na representação dos Estados. Atualmente, a Constituição estabelece mínimo de 08 e máximo de 70 deputados por unidade da Federação. A eliminação desses limites permitiria distribuir as cadeiras por um critério nacional mais uniforme de proporcionalidade.
Também é necessário reduzir a fragmentação partidária. Partidos são essenciais à democracia, mas devem demonstrar representatividade. A cláusula de barreira, progressivamente mais rigorosa, contribui para impedir que pequenas legendas sobrevivam sem respaldo eleitoral significativo. Da mesma forma, deve ser preservado o desempenho individual mínimo do candidato, hoje relacionado ao quociente eleitoral.
A reforma precisa alcançar ainda o Senado, discutindo-se uma representação que concilie o princípio federativo com as enormes diferenças populacionais entre os Estados.
Finalmente, as urnas eletrônicas brasileiras podem receber mecanismos adicionais de auditabilidade. A impressão física conferível para auditoria — sem entregar o voto ao eleitor — e uma fiscalização ampla poderiam aumentar a confiança no processo.
O objetivo deve ser simples – eleições mais baratas, representação mais equilibrada, partidos mais consistentes e eleitores mais próximos de seus representantes.
ADM. DILVO VICENTE TIRLONI PRESIDENTE
INFORMAÇÕES RELEVANTES
REPRESENTAÇÃO PROPORCIONAL NA CAMARA DOS DEPUTADOS
- O objetivo seria reduzir a distorção federativa entre Estados pequenos e grandes. Roraima tem o menor eleitorado, com 401,6 mil pessoas . Amapá (577,7 mil) e Acre (614,6 mil), já São Paulo tem 34.104.226 eleitores. Fiz por Região para dar uma ideia do que é eleição proporcional. Hoje pequenos Estados contam com 09 deputados e SP o maior com 70.
- Florianópolis e Região Metropolitana não tem um Deputado Federal. O Voto Distrital resolve este problema.
2. DEPUTADOS POR NÚMERO ELEITORES
| Região | Eleitores 2026 | % do eleitorado nacional | Deputados atuais | Deputados pela proporcionalidade |
| Norte | 13.109.354 | 8,31% | 65 | 43 |
| Nordeste | 43.529.845 | 27,58% | 151 | 141 |
| Centro-Oeste | 11.997.001 | 7,60% | 41 | 39 |
| Sudeste | 66.329.375 | 42,03% | 179 | 216 |
| Sul | 22.861.012 | 14,49% | 77 | 74 |
| TOTAL | 157.826.587 | 100% | 513 | 513 |
13.109.354 ÷ 157.826.587 × 513 = 43
BRASIL 01 — UMA NOVA AGENDA NACIONAL – PRESIDENCIALISMO OU PARLAMENTARISMO. ENTRE D. PEDRO II E LULA, O GOVERNO NÃO ENTREGOU O QUE PROMETEU.
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SEGURANÇA SEM CENTRALIZAÇÃO – FACÇÕES COMO TERRORISMO – MAIS FEDERAÇÃO, MENOS MINISTÉRIOS
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