CANASVIEIRAS/CACHOEIRA – SAPATADAS NOS INVESTIMENTOS – CONDENAÇÃO DA VERTICALIDADE É AFRONTAR A RENDA, EMPREGOS E OPORTUNIDADES
CANASVIEIRAS E CACHOEIRA EM 2040. E VOCE PREFERE ESTA IMAGEM OU OS PUXADINHOS ATUAIS?
A construção civil é historicamente um dos motores do desenvolvimento econômico de Florianópolis. Mais do que erguer prédios, ela representa geração de empregos, aumento da renda e valorização urbana. Em cidades como a capital catarinense, onde o turismo é forte e a demanda por moradia e serviços cresce de forma acelerada, os investimentos no setor são decisivos para enfrentar problemas sociais como o desemprego e a miséria.
Nos distritos de Canasvieiras e Cachoeira do Bom Jesus, situados no norte da Ilha de Santa Catarina, percebe-se claramente a diferença que a ausência de investimentos estruturais provoca. Com população superior a 40 mil habitantes somados e rendimento médio mensal historicamente baixo, esses bairros têm sido tratados a “sapatadas” pelo Plano Diretor de Florianópolis, que insiste em manter restrições severas à verticalização. Enquanto no Centro da cidade já se veem edifícios de 12 a 18 andares, nessas regiões ainda se limitam construções a três pavimentos, como se o crescimento devesse ser contido artificialmente.
Esse modelo de planejamento urbano tem raízes na ultrapassada Carta de Atenas de 1943, quando Le Corbusier pregava a separação rígida das funções urbanas. Hoje, o mundo caminha na direção oposta, cidades integradas, onde comércio, serviços e moradia convivem lado a lado, favorecendo a vitalidade econômica e social. Ao negar essa realidade, Florianópolis afasta investidores, dificulta a valorização imobiliária e, principalmente, restringe a geração de empregos formais.
É importante lembrar que os distritos citados não apenas recebem milhares de turistas estrangeiros todos os anos, mas também abrigam o Sapiens Parque, projeto que pode se tornar polo de inovação e habitação se houver coragem política para permitir maior adensamento. Jurere Internacional, vizinha próxima, já admite prédios de até seis andares e, por isso, atrai vultosos investimentos. A diferença de renda média entre os distritos comprova que onde a construção civil é incentivada, a riqueza circula.
Concluo que os investimentos na construção civil são a redenção do desemprego e da miséria em Florianópolis. Cada prédio erguido significa dezenas de trabalhadores empregados, novos negócios locais fortalecidos e famílias com dignidade. O atraso do Plano Diretor precisa ceder lugar à modernidade. Sem verticalidade, não há progresso; sem progresso, restam apenas a estagnação e a exclusão social.
ADM. DILVO VICENTE TIRLONI PRESIDENTE
O QUE DIZ O PLANO DIRETOR
- Cachoeira do Bom Jesus, predomina ARP (Área Residencial Predominante) com gabarito máximo de 3 pavimentos.
- Canasvieiras, igualmente, forte presença de ARP, com gabarito variando entre 2 e 4 pavimentos. Qual a dificuldade de se permitir 10, 15, 20 pavimentos?
- O Plano Diretor vigente (LC 482/2014, revisado em 2023) é uma massaroca de 343 artigos, maioria dispensáveis, cujos gabaritos presentes, só prejudicam a cidade, os empregos e a renda. Os argumentos mais utilizados pelas “forças do atraso” ou “forças cubanas” é que a verticalidade atrapalha a mobilidade e o saneamento. É uma mentira deslavada.
- Defendemos um “Mapa Verde – Vermelho” – em VERMELHO, as limitações impostas pelo Código Florestal (APPs), as Unidades de Conservação Federal, Estadual e Municipal, o entorno das obras tombadas, e as obras públicas previstas; em VERDE, informando os afastamentos, onde se pode construir deixando ao empreendedor decidir a verticalidade. É assim em Camboriu, Itapema, Dubai, Xangai, onde prospera a riqueza e os empregos.
6X1 – O RETROCESSO TRAVESTIDO DE JUSTIÇA SOCIAL – QUANDO A BOA INTENÇÃO ENGESSA A ECONOMIA – TRABALHAR MENOS, CRESCER MENOS
O ROMBO ESCONDIDO DA CASAN – BILHÕES ENTRAM, MAS NÃO VIRAM INVESTIMENTO – O LUCRO QUE NASCE DAS TARIFAS EXTORSIVAS, NÃO DAS APLICAÇÕES – PARA ONDE FOI R$ 1 BILHÃO – ALEGRIA DOS BANCOS.
CASAN – LUCRO OU ILUSÃO – A CONTA BILIONÁRIA CAI NO COLO DO CONSUMIDOR – TARIFAS ABUSIVAS, DÍVIDA EXPLOSIVA,JUROS, E UM LUCRO QUE NÃO CONVENCE.
BRASIL SEM RUMO – CLT OBSOLETA, CIPOAL TRIBUTÁRIO E A URGÊNCIA DE UM PROJETO DE PAÍS – LEGISLAÇÃO ULTRAPASSADA E AUSÊNCIA DE VISÃO DE FUTURO – DESATANDO OS NÓS DO BRASIL