FLORIANÓPOLIS PRECISA DE GESTÃO AMBIENTAL – O SANEAMENTO QUE NÃO CHEGA E O LIXO QUE SOBRA
A entrevista do secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Floripa (ND 19/10/2025) revela boas intenções, mas também expõe as fragilidades estruturais da política ambiental da capital. Fala-se em “recuperar a FLORAM”, mas é preciso reconhecer que o problema não está apenas na fundação — e sim na falta de estrutura, recursos e coragem administrativa para enfrentar as amarras de um modelo público ineficiente.
O primeiro equívoco é continuar acreditando que o município encontrará soluções ambientais mantendo-se atrelado à CASAN. A empresa é bem administrada, mas financeiramente asfixiada, o orçamento estadual destina pouco mais de R$ 300 milhões ao saneamento, para todo o Estado, quando Florianópolis sozinha demandaria R$ 2 bilhões apenas para garantir esgotamento sanitário digno. Melhorar “a gestão do contrato” é uma medida cosmética diante de um problema estrutural, sem recursos, não há saneamento.
O segundo ponto crítico é o lixo urbano. A COMCAP, transformada em autarquia, carrega custos e burocracias que a afastam da eficiência exigida por um serviço essencial. A coleta de lixo é uma atividade típica da iniciativa privada, que deveria operar sob concessão, com metas de desempenho e tecnologias modernas — da conteinerização inteligente à geração de energia a partir de resíduos.
O Plano Municipal de Meio Ambiente precisa deixar de ser apenas um documento protocolar e tornar-se um instrumento visual e acessível. Um Mapa de Ocupação Ambiental, destacando em vermelho as áreas proibidas e em verde as passíveis de uso, seria revolucionário para reduzir invasões e desinformação. É preciso também conceder a gestão das Unidades de Conservação a entidades qualificadas, garantindo manutenção, turismo ecológico e retorno econômico sustentável.
A capital de um estado rico e turístico não pode viver de remendos. É hora de concessionar/privatizar com responsabilidade, planejar com técnica e gerir com visão metropolitana. Florianópolis precisa de gestão ambiental, há investidores interessados no segmento, basta apenas decisão política. Topázio, que goza de larga aprovação, daria um salto de qualidade, adotando a parceria com as Entidades privadas.
ADM. DILVO VICENTE TIRLONI PRESIDENTE
INFORMAÇÕES RELEVANTES
- Loa 2025 do Estado de SC, foram destinados para Saneamento R$336.386.392,00. Supõem-se que estes valores sejam alocados em projetos da CASAN. O Estado demanda, segundo algumas fontes, 60 bilhões. Loa 2025 da PMF, foram destinados ao saneamento R$78.179.246,00 e para a Gestão Ambiental R$62.218.101,00. Vale lembrar que Floripa demanda pelo menos 2 bilhões e outros 2 bilhões para a RM.
- Em Floripa a coleta de resíduos sólidos domiciliares é de aproximadamente 700 toneladas por dia, o que totaliza cerca de 200 mil toneladas por ano. Durante a alta temporada de verão, a coleta de lixo, triplica.
- Urge que a FLORAM junte forças com os demais municípios conurbados e juntos criem os projetos comuns à Região.
- O MAPA DA OCUPAÇÂO VERMELHA, seria um relevante instrumento de fiscalização da população. A FLORAM confeccionaria o MAPA inserindo as proibições do Código Florestal, as Unidades de Conservação (UC), os Tombamentos e as fortalezas.
O ROMBO ESCONDIDO DA CASAN – BILHÕES ENTRAM, MAS NÃO VIRAM INVESTIMENTO – O LUCRO QUE NASCE DAS TARIFAS EXTORSIVAS, NÃO DAS APLICAÇÕES – PARA ONDE FOI R$ 1 BILHÃO – ALEGRIA DOS BANCOS.
CASAN – LUCRO OU ILUSÃO – A CONTA BILIONÁRIA CAI NO COLO DO CONSUMIDOR – TARIFAS ABUSIVAS, DÍVIDA EXPLOSIVA,JUROS, E UM LUCRO QUE NÃO CONVENCE.
ARESC – AGÊNCIA REGULADORA OU CARIMBADORA DE REAJUSTES – ORÇAMENTO INFLADO X ORÇAMENTO DAS DEMAIS AGENCIAS
CONTA DE LUZ CADA VEZ MAIS CARA – O PESO INVISÍVEL DOS ENCARGOS NO BRASIL – IMPOSTOS, SUBSÍDIOS E A CONTA DE DESENVOLVIMENTO ENERGÉTICO (CDE)