JUSTIÇA CARA DEMAIS – O SISTEMA QUE CONSOME BILHÕES E ENTREGA PRIVILÉGIOS – SUPERSALÁRIOS E DUODÉCIMOS – O ESCÂNDALO SILENCIOSO DO JUDICIÁRIO CATARINENSE

O que se observa em Santa Catarina não é apenas um problema de gestão — é um EXCESSO institucionalizado. O Tribunal de Justiça (TJSC) e o Ministério Público (MPSC) operam sob um modelo que, na prática, permite gastos excessivos, privilégios inaceitáveis e um distanciamento crescente da realidade da população que os sustenta.

Enquanto o cidadão comum paga impostos elevados e enfrenta serviços públicos muitas vezes precários, o sistema de Justiça consome cifras bilionárias. Só o TJSC e o MPSC, somados à Defensoria, alcançam cerca de 1,35% do PIB estadual — um índice até quatro vezes superior aos padrões internacionais. Isso não é excelência institucional, é descontrole.

Os chamados “supersalários” são a face mais revoltante desse modelo. Magistrados aposentados recebendo mais de R$ 2 milhões por ano, amparados por artifícios como “verbas indenizatórias” e retroativos, escancaram um sistema que dribla o teto constitucional com criatividade jurídica e absoluta falta de pudor. É legal? Talvez. É moral? Evidentemente não.

Como se não bastasse, essas instituições ainda expandem gastos com publicidade, redes sociais e estruturas de comunicação dignas de grandes corporações — atuando, muitas vezes, como verdadeiros órgãos de propaganda. Isso foge completamente de sua função essencial, julgar e fiscalizar.

A origem desse descalabro está no sistema de duodécimos, que garante repasses automáticos e praticamente intocáveis. O resultado é previsível, sobra dinheiro, faltam incentivos à eficiência e, no fim do exercício, devolvem recursos — uma falsa demonstração de austeridade que, na verdade, revela superestimação orçamentária.

Mais grave, os “duodécimos + percentuais constitucionais + emendas impositivas”  já controlam 60,43% do orçamento restando pouco espaço ao governador, eleito pelo povo. Ou seja, quem tem voto tem menos poder; quem não têm gasta mais.

Chegamos ao limite. É urgente romper esse ciclo de privilégios. Revisar duodécimos, impor respeito real ao teto constitucional e exigir transparência radical não são opções — são obrigações. O contribuinte não pode mais financiar essa distorção.

ADM. DILVO VICENTE TIRLONI PRESIDENTE

INFORMAÇÕES RELEVANTES

  1. Orçamentos Públicos
ORGÃOVALOR% DO PIB
TJSC (Recursos públicos mais cobranças próprias)4.872.728.1270,9740
MINISTÉRIO PÚBLICO1.692.598.1400,3380
DEFENSORIA PÚBLICA192.913.5530,0385
TOTAL6.758.239.8201,3505

PIB = 500 BILHÕES

  • Duodécimos, Recursos Constitucionais, Emendas impositivas
ÓRGÃO%
Tribunal de Justiça (TJSC)9,41
Assembleia Legislativa (Alesc),4,34
Tribunal de Contas do Estado (TCE),1,66
Ministério Público (MPSC3,98
Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).2,49
Subtotal Duodécimos21,88
Educação25,00
Saúde12,00
Emendas Impositivas (2026)1,55
Total60,43
RECURSOS LIVRES39,57

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