PARTIDOS OU CONSÓRCIOS PARTICULARES –  A POLÍTICA QUE VIVE DO COFRE PÚBLICO – BILHÕES PARA PARTIDOS, MIGALHAS PARA A POPULAÇÃO

Em 2012 e 2016, tentei viabilizar minha candidatura a vereador de Florianópolis pelo antigo Democratas. Eu vinha da política empresarial, havia presidido a ACIF e estava habituado a reuniões em que se discutiam desenvolvimento econômico, geração de empregos, interesses setoriais e bem-estar coletivo. Havia divergências, mas existiam seriedade, trabalho e responsabilidade.

Minha primeira reunião partidária foi um choque. Diante dos candidatos, o dirigente afirmou que ninguém ficaria desamparado, todos deveriam trabalhar para eleger ao menos dois vereadores, pois isso daria ao partido força para negociar cargos e empregos com o Executivo. Esperei ouvir princípios da doutrina liberal (liberalismo), propostas para a cidade ou compromissos com o eleitor. Ao questioná-lo, recebi uma resposta reveladora, primeiro conquistar o poder; depois decidir o que fazer com ele.

Naquele instante, percebi que não estava diante de um partido, mas de um consórcio de interesses particulares. E o sistema não melhorou; tornou-se mais caro, profissionalizado e distante da população.

Em 2026, os partidos receberam R$ 4,9 bilhões do Fundo Eleitoral para financiar campanhas. Além disso, contam com o Fundo Partidário, abastecido por mais 1,4 bilhão de recursos públicos e destinado à manutenção permanente das legendas. O Orçamento federal também reservou cerca de R$ 61 bilhões para emendas parlamentares, transformadas muitas vezes em instrumentos de poder, dependência política e promoção pessoal.

Tudo isso é legal. Mas legalidade não é sinônimo de moralidade. Enquanto faltam recursos para saúde, segurança, saneamento e infraestrutura, bilhões sustentam máquinas partidárias, campanhas milionárias e acordos de conveniência. Paralelamente, denúncias, investigações e escândalos mostram que a corrupção continua disseminada nos três níveis da administração pública, corroendo a confiança e banalizando o abuso.

Nas eleições, não premie discursos vazios. Examine a trajetória, os vínculos, o patrimônio, as contas e a coerência do candidato. O voto comprado, emocionado ou desinformado custa caro, primeiro ao eleitor; depois à cidade; finalmente ao país.

ADM. DILVO VICENTE TIRLONI PRESIDENTE

INFORMAÇÕES RELEVANTES

  • Quantas casas/aptos de 100 mil reais daria para comprar com (1,4 bi+4,9 bi+61 bi = 67.3 bi/100.000 = 673 mil de casas. 04 pessoas por casa = 2.692.000 pessoas
  • Daria para resolver todo o saneamento do Estado de SC, previsto em 60 bilhões
  • Daria para fazer 3.365.000 cirurgias de até R$20.000,00.
  • Todos os partidos (exceto talvez o Missão que esta começando) afrontam o artigo 37 da CF

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