RACISMO EM SANTA CATARINA

Dois personagens históricos que honram a história de SC

Para compreender o debate sobre racismo, é fundamental lembrar o conceito de “raça”. A antropologia cultural é categórica, só existe uma raça — a raça humana. O que diferencia grupos humanos são etnias, conjuntos de pessoas que compartilham valores, tradições, história, língua e identidade cultural comuns. O Brasil é exemplar nesse sentido, formou-se a partir da convivência e mistura de inúmeras etnias — indígenas, africanas, europeias, asiáticas —, produzindo a mais rica miscigenação do mundo.

Dito isso, é importante observar um fenômeno universal – todas as etnias do mundo preservam seus valores internos. Italianos, japoneses, eslavos, chineses, alemães, ingleses, africanos — todos incentivam seus descendentes a manter tradições, casamentos endogâmicos, laços comunitários, preservação de língua ou costumes. Isso não é xenofobia nem racismo, é apenas defesa da identidade cultural, algo natural em qualquer grupo humano.

No Brasil, contudo, formado por intensa mistura de povos, inexiste uma etnia predominante — somos um mosaico. E é por isso que, equivocadamente, convencionou-se chamar de “racismo” qualquer crítica, tensão ou conflito envolvendo a etnia negra, como se houvesse apenas um grupo vulnerável e como se os demais não fossem igualmente portadores de tradições culturais que também merecem respeito. O debate foi politizado a ponto de o termo se tornar sinônimo de antagonismo exclusivo contra negros, o que distorce o conceito científico.

Daí a severidade das normas brasileiras, a Constituição Federal (art. 5º, XLII) tornou o racismo crime inafiançável e imprescritível. A Lei 7.716/1989 tipifica atos discriminatórios; a Lei 9.459/1997 trata da injúria racial; o Estatuto da Igualdade Racial e as leis educacionais aprofundam políticas de combate à discriminação. O arcabouço legal é necessário, mas o debate conceitual precisa ser honesto.

Por isso é injusto rotular Santa Catarina como estado “racista”. Trata-se de uma “grosseira inverdade”. SC é terra de etnias diversas — alemães, italianos, açorianos, africanos, eslavos — todas convivendo e preservando seus valores culturais. Confundir identidade étnica com racismo é erro conceitual e histórico.

O verdadeiro combate deve ser contra a discriminação real (frequentemente, ligada à pobreza) — jamais contra a pluralidade cultural que forma nosso povo.

ADM DILVO VICENTE TIRLONI –  PRESIDENTE

INFORMAÇÕES RELEVANTES

  1. Negros que ajudaram a constituir a sociedade brasileira – Luiz Gama (1830–1882) /Jornalista; Machado de Assis (1839–1908) /Presidente da Academia Brasileira de Letras; André Rebouças (1838–1898) /abolicionista, engenheiro; Nilo Peçanha (1909–1910) /Senador, Governador e Presidente da República; Cruz e Sousa (1861–1898) /poeta; Antonieta de Barros (1901–1952) /professora e deputada; Pelé (1940–2022)/Jogador; Abdias do Nascimento (1914–2011) /intelectual e artista; Rebeca Andrade (1999–) /atleta olímpica.
  2. Participação da população universitária negra e parda na Universidade, segundo o INEP/2020 – Brancos 42,45% – Pardos 30,50% – Pretos 7,11% – Outros 19,94%. Vale observar que os brancos são minoria, ao contrário do que muitos socialistas de Iphone, afirmam.
  3. A vitimização da etnia negra pela corrente socialista despreza os grandes vultos históricos, enxerga marginalidades, despreza a inteligência e participação social e não reconhece a capacidade intelectual. Vivem a defender quotas como se a etnia fosse de pessoas desprovidas de intelecto. A ALESC em boa hora reconheceu a qualidade da ETNIA e aboliu as odiosas “quotas raciais”. Defendemos “quotas sociais” com base na meritocracia.

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