VERTICALIDADES – CRESCER PARA CIMA OU AFUNDAR NA POBREZA, A PONTE ENTRE ATRASO E PROSPERIDADE
BUD - BONDE URBANO DIGITAL - Fabricado pela empresa chinesa CRRC Nanjing Puzhen, o BUD é uma combinação entre o VLT e o BRT (Bus Rapid Transit). Leva cerca de 300 passageiros por veículo na configuração de 3 módulos
A resistência à verticalidade em Florianópolis é fruto da chamada “cultura do atraso”, movida por um raciocínio falacioso que insiste em atribuir à construção de edifícios altos problemas que, na realidade, decorrem da má gestão pública. É falso afirmar que verticalizar aumenta a poluição, compromete o saneamento ou agrava os transportes. Pelo contrário, a verticalidade é justamente a solução para que tenhamos recursos e escala suficientes para enfrentar esses desafios.
O saneamento básico de Florianópolis não é precário por causa da verticalidade inexistente, mas por causa da incompetência de sucessivos governos em estruturar consórcios e licitar adequadamente o serviço. Recursos da ordem de bilhões existem e podem ser viabilizados justamente pelo adensamento urbano que gera arrecadação. Onde não há rede de esgoto, a lei municipal já prevê soluções ( Lei ordinária nº 11.048/2023, anterior artigo 223 do Código de Obras). Portanto, culpar a verticalidade é uma fraude intelectual.
No transporte, a lógica é a mesma. Não se trata de proibir construções, mas de investir em modais modernos — transporte marítimo, VLT, BUD, teleféricos, integração inteligente — capazes de atender uma cidade em crescimento. Bloquear o adensamento não melhora o transporte, apenas espalha a população em loteamentos desordenados, multiplicando distâncias e alimentando o uso compulsório do automóvel.
A maior prova de que a verticalidade não é inimiga da qualidade de vida está em Singapura. Com território de pouco mais de 700 km² — semelhante à Ilha de Santa Catarina — o país abriga 6,037 milhões (2024) de habitantes, preserva 60% do meio ambiente, não tem uma gota de esgoto lançado in natura e ostenta renda per capita superior a 90 mil dólares anuais. A verticalidade está consolidada, e o resultado é prosperidade, organização e sustentabilidade.
Enquanto Singapura enriquece, Florianópolis insiste em se algemar a um Plano Diretor que amarra investidores e alimenta o crescimento desordenado das mais de 60 favelas já existentes. A consequência é óbvia, empregos limitados, renda estagnada e infraestrutura sempre atrasada. Recusar a verticalidade é jogar dinheiro no lixo, é condenar a cidade à pobreza.
Florianópolis tem espaço físico restrito. Para abrigar sua população futura e gerar desenvolvimento, só resta uma saída, verticalizar. É a verticalidade que garante investimentos, oportunidades, empregos e qualidade de vida. A pobreza nasce da estagnação; a prosperidade, da coragem de crescer para cima.
ADM. DILVO VICENTE TIRLONI PRESIDENTE
INFORMAÇÕES RELEVANTES
- COMPARATIVO ENTRE SINGAPURA E FLORIPA – Observe a densidade habitacional, 10 vezes maior em Singapura. Nem por isso a Ilha afundou.
- SISTEMA DE SANEAMENTO MUNICIPAL – demanda Emissários Submarinos e complexa rede coletora com investimentos de mais de 2 bilhões de reais. Os recursos existem desde que os serviços sejam concessionados. Nem o Governo nem a CASAN dispõe destes recursos. Em Singapura a água é importada da Malásia, tratamento e reuso dos esgotos tratados, não há poluição ambiental.
- SISTEMA DE TRANSPORTES – Dependemos de um único modal de transportes. Urge a criação de novos investimentos em Teleféricos, Marítimo, VLT e agora o BUD. O Paraná será o primeiro estado da América do Sul a testar o Bonde Urbano Digital (BUD), tecnologia inovadora para o transporte público. Trata-se de um modelo similar a um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), com a diferença de, em vez de trilhos, é guiado no asfalto através de indução magnética, reduzindo significativamente os custos de implantação do sistema. Singapura conta com Metrô, Ônibus e Marítimo
6X1 – O RETROCESSO TRAVESTIDO DE JUSTIÇA SOCIAL – QUANDO A BOA INTENÇÃO ENGESSA A ECONOMIA – TRABALHAR MENOS, CRESCER MENOS
O ROMBO ESCONDIDO DA CASAN – BILHÕES ENTRAM, MAS NÃO VIRAM INVESTIMENTO – O LUCRO QUE NASCE DAS TARIFAS EXTORSIVAS, NÃO DAS APLICAÇÕES – PARA ONDE FOI R$ 1 BILHÃO – ALEGRIA DOS BANCOS.
CASAN – LUCRO OU ILUSÃO – A CONTA BILIONÁRIA CAI NO COLO DO CONSUMIDOR – TARIFAS ABUSIVAS, DÍVIDA EXPLOSIVA,JUROS, E UM LUCRO QUE NÃO CONVENCE.
BRASIL SEM RUMO – CLT OBSOLETA, CIPOAL TRIBUTÁRIO E A URGÊNCIA DE UM PROJETO DE PAÍS – LEGISLAÇÃO ULTRAPASSADA E AUSÊNCIA DE VISÃO DE FUTURO – DESATANDO OS NÓS DO BRASIL