A terceira desgraça que nos persegue está relacionada ao “corporativismo estatal”, doutrina segundo a qual as corporações incrustadas no serviço público operam com autonomia impondo os seus interesses acima das demandas públicas extraindo todo tipo de vantagens financeiras.

Podemos chamar a isto, também, de patrimonialismo, conceito que mistura o público com o privado. As constatações mais evidentes destes abusos aparecem nos valores salariais acrescidos de outros benefícios como bolsa aluguel, bolsa educação, bolsa automóvel, triênios, quinquênios, licenças prêmio, férias em dobro, entre outros.

Neste quesito o Poder Judiciário transita como campeão absoluto.

Pesquisando nas Redes podemos identificar vários eventos  entre eles 1. Pagamentos acima de R$ 500 mil em um único mês em diversos tribunais estaduais e federais além do MP; 2. Verbas retroativas que superaram R$ 1 milhão – Há registros de servidores do Judiciário e Ministério Público, referentes a “passivos” acumulados de anos, como diferenças salariais, quinquênios e vantagens pessoais;  3.  Conversão de licença-prêmio em dinheiro acima de R$ 1,5 milhão;  4. há relatos de pagamentos concentrados acima de R$ 2 milhões, somando salário mensal, indenizações e retroativos; 5. Auxílios acumulados superiores a R$ 200 mil por ano para Auxílio-moradia, auxílio-saúde, auxílio-alimentação e outras verbas indenizatórias, quando somadas, podem ultrapassar R$ 200 mil anuais por servidor, totalmente fora do teto constitucional e sem tributação.

Pratica-se o “peculato legal” cujos comportamentos administrativos subtraem bilhões da saúde e da educação. Mas a praga está disseminada igualmente junto das grandes empresas que usam seu poder de influência para extorquir benefícios do Estado, é o corporativismo patronal com suas isenções e desonerações.

Outra especialidade de corporativismo está nas empresas estatais com estruturas de cargos e salários, programas de previdência, dignas de príncipes árabes, absolutamente incompatíveis com o mercado nacional, são os sultanatos estatais.